Kassab resgata conversor de Dilma com interatividade que teles, TVs e ex-ministro iam derrubar


shutterstock_ Lightspring_Audiovisual_Radiodifusao_TV pagaAtualizada no dia 12/08

Aconteceu o imponderável. Hoje, o Gired, grupo que conduz a transição da TV digital aprovou, por consenso (sic) a nova versão do conversor digital que será distribuída, a partir de São Paulo, para todos os elegíveis a receberem essa caixinha com capacidade para a interatividade, pois virá com o software nacional embutido, o Ginga, mais simples do que se pretendia, pois será a versão NCL, mas mesmo assim, tecnologia nacional.

Embora mais  simples do que os planos originais, para caber no orçamento das operadoras de celular que pagam a conta (não terá saída HDMI, ou seja, não permitirá acesso à alta resolução dos sinais de TV digital) ela será uma versão bem mais aprimorada do  que as operadoras de celular e as emissoras de radiodifusão comercial queriam. A caixinha com o ginga  básico  também já tinha sido descartada por esses dois segmentos do mercado para a distribuição irrestrita e a sua tese tinha recebido apoio do ex-ministro das Comunicações, Andre Figueiredo, que havia decidido manter o software nacional nos equipamentos que seriam distribuídos apenas para os integrantes do Bolsa Família, e não para as famílias do Cadastro Único,  um universo muito maior. “Aprovamos essa configuração com ressalvas, pois do ponto de vista das operadoras, não seria a melhor opção”, afirmou o presidente da EAD (ou Seja digital), a empresa que conduz a transição,  Antonio Carlos Martelletto, diretor geral.

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A proposta foi aprovada hoje assim porque o grupo foi informado que na sexta-feira, 12, o ministro Kassab publicaria portaria confirmando que o conversor deve ter a interatividade básica (  a portaria do Ginga C, plena, foi publicada pelo então ministro petista, Ricardo Berzoini), mesmo assim, com alum grau de interatividade,  e que deve ser distribuída igualmente tanto para as famílias do Bolsa Família, como do Cadastro Único. Para André Barbosa, ex-diretor da EBC, que até a reunião de hoje, parecia voz isolada clamando no deserto de surdos sobre as vantagens do Ginga C ou mais básico, a reviravolta na decisão foi “uma conjunção de bons fluidos”, como a queda do dólar, que permitiu a agregação de novos componentes no conversor, a atuação da Anatel, e de demais integrantes do governo, como Cultura, Ministério do Desenvolvimento Social e TCU.

Na verdade, há mesmo uma grande perspectiva deste governo em se apropriar das vantagens que um programa de interatividade social – pelas ondas da TV pública- pode proporcionar. As emissoras comerciais queriam também que fosse distribuído apenas o conversor zapper, sem qualquer chance de programas interativos, para poder sobrar mais recursos para si próprias e a transição de seus sinais.

Com esse novo modelo, 256 MB de  memória RAM, 2 GB de memória Flash e 2 USB, o preço da caixa sem internalizar no Brasil, (FOB),sai por US$ 15,8 estima a EAD, e será distribuída para cerca de 12 milhões de famílias, já que diminuiu o número de cidades que terão as TVs desligadas.

 

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