Jurandir Pitsch: WiFi no céu


Jurandir Pitsch é vice-presidente de vendas para América Latina Sul da SES
Jurandir Pitsch é vice-presidente de vendas para América Latina Sul da SES

Por Jurandir Pitsch*

Os satélites de comunicação estão viabilizando uma nova era de conectividade a bordo para os passageiros. Ao oferecer uma cobertura em todas as rotas aéreas, esta tecnologia entrega conexão onde nenhuma outra consegue – como em um avião a 30 mil pés de altura no céu – e está oferecendo uma rede ininterrupta para atender às necessidades exponenciais das companhias aéreas.

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No mundo que vivemos hoje, onde a conectividade está em todos os lugares, 65% dos passageiros aéreos escolheriam acessar serviços de entretenimento por meio de seus próprios dispositivos , na expectativa de se conectar a um WiFi de alta velocidade da mesma forma como fazem quando estão em terra. As companhias aéreas estão investindo em conexão para seus aviões em todo o mundo a fim de satisfazer essa crescente demanda apresentada pelos passageiros: mais de 50% deles consideram cada vez mais a disponibilidade e a qualidade de WiFi no voo como um fator decisivo na escolha de sua companhia aérea.

É na América Latina que o mercado espera o maior crescimento de conectividade a bordo, com expectativa de crescimento de número de aeronaves equipadas a oferecer WiFi de 44 em 2015 para 1.529 em 2025.

Por outro lado, essa tecnologia também possibilita que as companhias aéreas melhorem a segurança e a eficiência operacional de suas frotas. No passado, os pilotos de avião costumavam carregar maletas carregadas com pilhas pesadas de documentos de voo recém-impressos. Hoje, cerca de 90% das companhias aéreas comerciais planejam fazer a transição para uma mala eletrônica de voo (EFB) e capacidades de integração no cockpit que colocarão os dados de massa crítica de voo e informações meteorológicas ao alcance dos dedos de seus pilotos , permitindo que eles ajustem seus planos de voo, e evitem turbulências, por exemplo.

Maior acesso à informação em tempo real também significa economia de custos. Otimização em tempo real dos perfis de voos reduzirá a queima de combustível em 2% resultando em mais de US$ 20 milhões em economia anual . Em um mercado no qual uma companhia aérea de médio porte queima mais de US$ 1 bilhão de combustível por ano, isso significa grandes possibilidades de crescimento dos negócios. A chave para isso é o surgimento da aeronave conectada, e alimentada por uma rede robusta e global de satélites.

Especificamente, para a América Latina, a expectativa é que a receita total da capacidade de satélites, para o mercado aéreo, como um todo na região, aumente para US$ 57 milhões até 2023, com US$ 15 milhões apenas de banda Ku. A previsão é que a receita anual média por aeronave comercial (ARPA) seja mais que o dobro em relação aos níveis de 2015, variando de US$ 125 mil para US$ 135 mil e pelo menos US$ 300 mil por avião nos próximos três a cinco anos. O crescimento projetado será dirigido pelo aumento das taxas de tomada de conectividade global de satélite de alto desempenho, o que ajudará as companhias aéreas a cumprir o desejo de clientes cada vez mais exigentes.

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