Juiz vê fraude em ação de advogado contra a TIM


O juiz Alexandre Ceroy, de Mato Grosso, constatou que um advogado tinha 20% da população de Novo São Joaquim pedindo ressarcimento à TIM. Estranhou o número desproporcional e constatou que a maioria dos “usuários” não existia.

Um processo judicial de pedido de indenização por erro de  uma operadora de telecomunicações acabou de maneira completamente diferente ao que os advogados esperavam.

O juiz Alexandre Meinberg Ceroy, da cidade de Novo São Joaquim, no Mato Grosso, estranhando o volume de processos sobre o mesmo assunto,  mandou investigar mais a fundo a questão e acabou comprovando que a ação era fraudulenta. O usuário que pedia  indenização contra a TIM simplesmente não existia.

PUBLICIDADE

Mas não foi apenas um usuário ou dois não encontrados pelo oficial de justiça ou que, se encontrados afirmavam que nem clientes da TIM eram, eram centenas.

Aprofundando ainda mais a pesquisa, o juiz Ceroy constatou que advogado Yann Dieggo Souza Timotheo de Almeida tinha nada menos do que 1.114 ações contra a TIM na cidade de Novo São Joaquim, que possui apenas 5.199 moradores

“A título comparativo, seria como se na cidade de Cuiabá – cuja população estimada é de aproximadamente 600.000 pessoas – fossem ajuizadas 120.000 (cento e vinte mil) ações contra uma mesma operadora de telefonia pelo mesmo advogado, com a justificativa de irregular inscrição nos órgãos de crédito. Tal claramente soa como absurdo” , constatou Ceroy.

E foi mais longe: com base nessas incongruências, confirmou que os processos eram fraudulentos, e que que havia “indícios veementes” da prática não somente de infração ética de captação ilegal de cliente por parte do advogado Yann Diego,
quanto também a suposta prática dos crimes de falsidade ideológica na  falsificação de documento e/ou apropriação indébita, pois “inúmeros foram os alvarás expedidos em seu favor, depositados em sua conta pessoal”.

O juiz Alexandre Ceroy decidiu não apenas suspender todos os processos do advogado contra a operadora, como também mandou abrir inquérito policial com acompanhamento do Ministério Público. Essa decisão foi publicada na semana passada.

Posição operadora

A TIM, em nota, alerta que ” a captação irregular de clientes com ajuizamento de demandas artificiais está tomando proporções nacionais, lesando não só as empresas, mas os consumidores de boa-fé que têm o acesso ao Judiciário prejudicado.”

A empresa afirmou  que vai reprimir de forma “contundente” todas fraudes das quais é vítima.

 

 

 

 

Anterior Apple compra divisão de modems para smartphone da Intel
Próximos BT venderá ativos fora do Reino Unido