Isabel dos Santos melhora a oferta para a Portugal Telecom


Em comunicado enviado esta segunda-feira (17) à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de Portugal, a empresária angolana Isabel dos Santos altera as condições da Oferta Pública de Aquisição (OPA) rejeitadas pela Oi (VI a IX do ponto 14 do anúncio preliminar) para a compra da PT SGPS e acrescenta novos pontos, entre eles exige que não haja decisões sobre a venda de ativos relevantes por parte da operadora brasileira Oi ou da CorpCo, empresa resultante da fusão Oi/PT.

As objeções da Oi referem-se às várias exigências de Isabel dos Santos, que alteravam os acordos firmados com a PT para a combinação de negócios, depois de ser conhecida a dívida de 900 milhões de euros da Rioforte, que não foi paga. O valor da OPA, de 1,210 bilhão de euros (ou 1,35 euros por cada ação da holding que é acionista da Oi), não deverá sofrer alterações. Isabel dos Santos quer comprar pelo menos 50,01% da PT SGPS, que deverá ficar com 25,6% da nova CorpCo.

A oferta inicial, apresentada na semana passada pela Terra Peregrin, (empresa da angolana), foi considerada inaceitável pela Oi. E recebeu também críticas do mercado, que considerou pouco atraente o valor oferecido. Segundo analistas, o prêmio está abaixo do valor médio da cotação nos seis meses anteriores à oferta, que ronda os 1,9 euros.

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