Ipea diz que pior da crise passou e prevê crescimento do PIB de 2%


O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Privada) prevê crescimento de 2% do PIB este ano e a taxa de inflação entre 3,7% a 4,7%, bem perto da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional. O coordenador do Grupo de Análise e Previsão do instituto, Roberto Messenberg, em entrevista coletiva hoje, disse que o pior …

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Privada) prevê crescimento de 2% do PIB este ano e a taxa de inflação entre 3,7% a 4,7%, bem perto da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional. O coordenador do Grupo de Análise e Previsão do instituto, Roberto Messenberg, em entrevista coletiva hoje, disse que o pior da crise financeira internacional já foi superado. "Neste sentido, acreditamos que a economia mundial, ainda que de forma lenta, apresentará uma melhora gradual no decorrer dos próximos anos, em resposta às medidas de política econômica adotadas por diversos governos", disse. No último trimestre de 2008, o PIB recuou 3,6%.

As previsões do Ipea se baseiam na melhoria dos indicadores econômicos, que já podem ser observadas no início deste ano, como a expansão do crédito, favorecida pela flexibilização da política monetária, iniciada em janeiro. Esse movimento, prevê Messenberg, deverá também influenciar positivamente a trajetória do consumo, especialmente no segundo semestre do ano.

Para o primeiro trimestre, o Ipea prevê crescimento de 0,2% do PIB, passando para 1,6% no segundo terimestre e para 2,5% no terceiro semestre. No quarto, a previsão de crescimento do PIB é de 3,1%. As projeções consideraram os investimentos do PAC (Plano de Aceleração de Crescimento); do lançamento do Programa Habitacional do governo, ocorrido hoje; o aumento da renda disponível devido à criação de duas novas alíquotas do Imposto de Renda para Pessoa Física; efeitos da redução da taxa de juros; do Bolsa-Família, que atende a mais 1,3 milhão de famílias; e a ampliação de créditos direcionados, especialmente concedidos pelas instituições financeiras públicas.

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Messenberg defendeu a adoção de uma política monetária menos conservadora e a manutenção de investimentos públicos, como forma de coordenar os investimentos privados. Ele também discorda da manutenção da política fiscal contencionista porque influencia na queda de postos de trabalho. "Esta política muito ortodoxa da autoridade monetária está errada", disse.

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