IoT ganha destaque e diretoria executiva na Embratel


A Internet das Coisas ganhou novo status e mais competitividade dentro da Embratel. Há quatro meses, a área de IoT que já desenvolvia produtos para esse mercado se tornou uma diretoria executiva e vai comandar a expansão de projetos nesse segmento, principalmente em carros conectados, energia, telemetria e saúde. Parte desse esforço se deu também na modernização da rede móvel, com a inclusão dos padrões NB-IoT e CAT- M1.

Para Eduardo Polidoro, diretor de IoT e M2M, as possibilidades de negócios gerada nesse mercado são cada vez maiores e demandam desde a conectividade a sistemas completos e integrados. “Estamos trabalhando para ampliar nosso leque de soluções”, afirmou. O modelo de negócios que a empresa adota para essa área pode variar conforme as necessidades do cliente. Ou seja, tanto pode entregar o pacote – como em gestão de frotas, onde, além da aplicação na nuvem, também fechou parceria com um fornecedor de hardware – como apenas a conectividade, como é o caso da Localiza que desenvolveu sua própria plataforma.

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Eduardo Polidoro, diretor de IoT e M2M da Embratel

A empresa atingiu a marca de 5 milhões de dispositivos conectados, praticamente na base M2M (máquina a máquina), dos quais 500 mil dizem respeito a soluções de carros conectados. A área automobilística, por sinal, se tornou um ponto forte para a operadora que já possui acordos com GM e Volvo e prospecta novos negócios. Segundo Polidoro, ainda há muitas montadoras buscando parceiros, citando, como exemplos, a Renault e a Ford.

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O portfólio da Embratel para esse mercado também é variado. Vai da gestão de frota, sistemas de segurança do automóvel a soluções entretenimento e conforto, como permitir que o acionamento de dispositivos do veículo remotamente ou sem o uso das mãos. A GM será o primeiro cliente de um outro produto ainda inédito no mercado de produção industrial que vai permitir mudar a característica do SIM Card de um carro, sem a intervenção manual. “Os carros da montadora saem todos com o número do SIM Card brasileiro, mas se forem, por exemplo, para a Argentina, terão de ter outra numeração. Isso pode ser alterado over the air”, disse Polidoro.

O executivo também se empolga com o potencial da área de sáude para o uso de dispositivos móveis, principalmente para monitoramento de doenças crônicas. Há interesse de seguradoras da área de saúde nesse projeto, mas ainda não foram fechados os primeiros acordos. Polidoro acredita que iniciativas nessa área também deveriam atrair o governo federal, principalmente para melhorar a qualidade de atendimento dos pacientes do SUS. “Seguradoras estão dispostas a investir, mas o grande volume nesse mercado seria possível com a participação do governo”, ressaltou.

A nova diretoria de IoT e M2M está em fase final de elaboração de seu primeiro orçamento e previsão de investimentos para o próximo ano.

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