iON inicia venda de DTH e planeja entrada em telefonia fixa e móvel


A iON, operadora de TV por assinatura controlada pela Unotel, começa a vender seus pacotes amanhã (1º de outubro). Pelo modelo de negócio da empresa, provedores regionais de acesso à internet banda larga vão oferecer em conjunto a DTH da iON. Os provedores terão liberdade para montar combos na competição pelo mercado local. Também serão os responsáveis pelo atendimento ao cliente.

O lançamento da operação comercial acontece já com 180 parceiros, que atendem cerca de 700 cidades em todo o país e têm público potencial de 35 milhões de pessoas, segundo dados da iON. Até o final do ano, a iON espera que pelos menos 280 revendam os pacotes. Em três anos, a expectativa é que existam 900 parceiros.

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Para o lançamento, a iON investiu cerca de R$ 30 milhões, entre pesquisa, desenvolvimento do decodificador próprio e marketing. O processo levou mais de dois anos. O decodificador é a aposta da empresa para se diferenciar dos concorrentes. O equipamento, criado e fabricado pela coreana Kaon a pedido da iON, é montado em Manaus.

O aparelho tem capacidade de gravar até quatro canais de TV HD ao mesmo tempo, sendo dois desses canais oriundos da SBTVD. Aliás, o produto sintoniza os canais locais de TV digital aberta. Pode ser conectado à internet para interatividade e deve receber, no futuro, aplicativos, inclusive de vídeo sob demanda. Possui, ainda, controle remoto universal com teclado e trackpad embutido, que poderão ser usados quando da oferta de recursos de interatividade.

Segundo o presidente da iON, Alexandre Britto, até o final de outubro, a operadora acrescentará ao serviço o pacote de canais Globosat. A partir de então, a empresa terá ao todo 134 canais no pacote completo. Ele ressalta que desde o pacote mais simples haverá oferta de grande quantidade de canais HD. “No pacote básico, serão 22 canais HD. No completo, 39 canais, já contando os canais Globosat”, diz. O preço vai variar de R$ 69 (básico) a até R$ 199 (completo).

Orlando Ferreira Neto, CEO da Unotel, diz que o lançamento da operação de TV é o começo de um projeto ambicioso. “Temos planos oferecer serviços de telefonia fixa (STFC) e também um produto em telefonia móvel”, fala. No último caso, ressalta, a empresa está analisando se o melhor seria adquirir uma licença SMP ou tentar o modelo de operadora virtual (MVNO, na sigla em inglês). “A ideia é que todos estes produtos estejam sob a marca iON e que sejam lançados até o final de 2016”, conta. A rede para oferta do STFC seria baseada nas redes dos provedores regionais, com instalação POPs pela iON.

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