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Investimentos em telecom podem estimular criação de cidades inteligentes

Planos de cidades inteligentes são longos e requerem aportes elevados em tecnologia, diz gerente da Deloitte; no caso do Brasil, metrópoles e pequenos municípios têm prioridades distintas
Redes de telecom são fundamentais nos planos de cidades inteligentes
Ampliação das redes de telecom é oportunidade para viabilizar cidades inteligentes (crédito: Freepik)

As prefeituras podem se aproveitar dos investimentos privados em redes de telecomunicações para pôr em prática a aplicação de planos de cidades inteligentes, disse Alberto Boaventura, gerente sênior na área de Financial Advisory da Deloitte Brasil, nesta terça-feira, 21, no evento Conexões JHSP, promovido pela Japan House, em São Paulo.

“Os municípios podem ter um benefício bastante grande dos investimentos associados ao setor de telecomunicações, no sentido do desenvolvimento de cidades inteligentes”, destacou. “Provedores de infraestrutura, conectividade e rede neutra, por exemplo, estão ampliando suas redes”, complementou.

Além disso, Boaventura salientou que a Lei das Antenas, aprovada em 2015, é um grande trunfo para as cidades se tornaram mais conectadas e inteligentes. “A lei simplificou o licenciamento em telecomunicações. E não é só isso. O município tem um importante ativo, como o mobiliário urbano e o subsolo para implantação de fibra óptica”, pontuou.

Segundo o executivo da Deloitte, os planos diretores dos municípios brasileiros ainda não levam em conta, de forma adequada, a viabilização de cidades inteligentes. Isso acontece porque é um processo que necessita de um planejamento de longo prazo, de modo que, muitas vezes, se torna inviável dentro de um plano político pensado para o ciclo eleitoral.

“Ter um plano de longo prazo para cidades inteligentes é imperativo”, frisou. “É preciso levar em conta a qualidade de vida, o valor econômico e a sustentabilidade. E requer investimentos elevados em tecnologias, cujos impactos sociais e econômicos são enormes”, acrescentou.

Cidades grandes e pequenas

Márcia Ogawa, sócia líder para a indústria de Tecnologia, Mídia e Telecom da Deloitte, salientou que, no universo das cidades inteligentes, o Brasil pode ser dividido em dois grupos: de um lado, as metrópoles e as grandes cidades e, de outro, os pequenos municípios, cujas prioridades são distintas.

Nas grandes cidades e nas metrópoles, as prioridades são segurança pública, ecossistema de inovação e redução das emissões de carbono.

“A cidade de Tigre [na Argentina], por exemplo, conseguiu promover o turismo com investimento em segurança pública. Então, existe uma causalidade entre melhora da segurança e aumento da atividade econômica”, explicou.

Já nos pequenos municípios, além de segurança, Márcia apontou a necessidade de tecnologias associadas à área de saúde.

“Telemedicina em cidades menores é importante, pois, às vezes, não há médicos especialistas na localidade e a conectividade pode viabilizar que institutos de referência contribuam com o serviço necessário”, indicou.

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