Intelig: como ficam os bancos credores?


 O fato relevante divulgado hoje pela Docas S.A., que comunica a compra da Intelig das mãos de seus acionitas – a inglesa National Grid, a francesa France Telecom e a norte-americana Sprint/Nextel – provoca dúvidas no mercado, que se pergunta como ficará, agora, a relação deste novo controlador, o empresário Nelson Tanure, com os bancos …

 O fato relevante divulgado hoje pela Docas S.A., que comunica a compra da Intelig das mãos de seus acionitas – a inglesa National Grid, a francesa France Telecom e a norte-americana Sprint/Nextel – provoca dúvidas no mercado, que se pergunta como ficará, agora, a relação deste novo controlador, o empresário Nelson Tanure, com os bancos credores – o UBS/Pactual e o Deutsche Bank -, que haviam comprado a dívida da Intelig com a fabricante Alcatel, em 2005.

A Intelig, que está à venda há mais de quatro anos, teve os seus ativos analisados por praticamente todas as operadoras de telecomunicações que atuam no Brasil, pois ela conta com uma moderna rede de fribra óptica, e a Telefónica foi a mais forte candidata a adquirir a empresa.

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Ela só ficou tanto tempo à venda, mesmo sendo dona de uma rede de cobertura nacional, porque era muito difícil equalizar os interesses dos sócios-controladores com os dos credores. Os acionistas controladores chegaram a fazer o write off da operação brasileira, mas, mesmo assim, continuavam a ser um dos interlocutores para a venda da operadora.

Em outra frente, havia a Alcatel, que colocou o dinheiro – em forma de financiamento para a  construção da infra-estrutura – na empresa, e queria receber o que havia aplicado. Depois de algum tempo, a fabricante francesa vendeu com deságio a sua dívida para os dois bancos UBS e Deutsche. Comenta-se no mercado que a dívida acabou sendo vendida por cerca de  US$ 100 milhões. Esses dois bancos são hoje os principais credores da Intelig, que há muito só conta com os recursos gerados pela própria prestação de serviço para ampliar os investimentos.

O fato relevente de hoje só se refere a uma parte da história, e não esclarece se os credores também foram contemplados nessa negociação. Essa aquisição poderá ainda ter outros desdobramentos.

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