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Anuário TeleSíntese

Inovação via startups

O objetivo do Vivo Ventures é impulsionar e aportar valor no ecossistema B2C da Vivo, complementando as ações da Wayra
Crédito: Tele.Síntese
Rodrigo Gruner, Diretor de Inovação e Novos Negócios da Vivo, na premiação do Vivo Ventures, fundo de aporte em startups da operadora

VIVO VENTURES

3º Lugar

Categoria Operadoras e Fornecedores de Infraestrutura

Serviço inovador: Aceleradora de Startups

[O Tele.Síntese publica ao longo das próximas semanas as reportagens publicadas no Anuário Tele.Síntese de Inovação 2020, editado no final do ano passado e que pode ser baixado na íntegra e gratuitamente aqui]

Diferente de 2021, quando houve recordes no mercado de venture capital no Brasil, com US$ 10 bilhões investidos, o cenário hoje é mais estruturado, com avaliação de startups mais realísticas e foco no ganho de escala sustentável. Com essa análise, a Vivo criou, em abril de 2022, um novo fundo de investimento CVC (Corporate Venture Capital), o Vivo Ventures para acelerar a inovação aberta na operadora. A empresa tem um histórico de 11 anos ajudando a construir o ecossistema de startups brasileiras, com investimentos diretos em empresas em estágio inicial, e investimentos indiretos em estágios posteriores.

“Aumentamos o compromisso, aportando diretamente em empresas em fase de crescimento, com o Fundo Vivo Ventures, voltado a startups com um nível de maturidade maior (grouwth) e aportes série A (R$ 5 milhões a R$ 25 milhões) para empresas que valem de R$ 50 milhões a 250 milhões”, diz Rodrigo Gruner, diretor de Inovação e Novos Negócios da Vivo.

Ele explica que o objetivo é impulsionar e aportar valor no ecossistema B2C da Vivo, complementando as ações da Wayra – aceleradora e gestora do Fundo Wayra focado em rodadas seed e pré-seed (R$ 1 milhão a R$ 2 milhões) que agora passa a gerir também o Vivo Ventures.

“O Vivo Ventures tem disponíveis R$ 320 milhões e até cinco anos para aportar, incluído ou não, as operações de follow on (novos aportes para a mesma startup). O primeiro investimento foi na Klavi, parceira de instituições financeiras na implementação do open finance. Outros aportes estão em negociação”, anuncia Gruner.

Há 15 anos as operadoras lideravam a inovação no setor por meio das áreas de valor adicionado, mas foram atropeladas pela indústria de aplicativos e plataformas. Hoje procuram explorar seus ativos – base de cliente, billing, força de vendas, aplicativo – para formar parcerias.

“Investimos na transformação digital com soluções como o app Vivo, que mudou a experiência representando a operadora no mundo digital com atendimento, conteúdo e gestão de serviços. Hoje já responde por 50% das vendas dos produtos digitais. Outro ativo é a quarta plataforma que explora o potencial dos dados num data lake com visão de clientes, dados estruturados e APIs para conectar novos negócios”, diz Gruner.

Ele explica que o principal desafio das startups neste nível de maturidade é escalar o produto a um Custo de Aquisição de Cliente (CAC) que o negócio comporte. A Vivo possui 112 milhões de acessos de todos os serviços contratados. Seis ecossistemas em desenvolvimento e soluções vão acelerar e agregar valor à jornada e apoiar o negócio da empresa”, destaca Gruner. (Carmen Nery)

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