Indústria aponta para a revolução da 5G


Antes da 5G – ou da tecnologia de quinta geração da telefonia celular, ou o LTE  – o mercado conhece no próximo ano a 4,5 G. Mas a quinta geração, que foi pensada para estar comercialmente disponível em 2020, já está sendo pressionada para ser testada no próximo ano e entrar em operação comercial em 2017 no mercado norte-americano.

Por que a pressa e necessidade de tanto espectro para essa tecnologia? Porque, afirmam os dirigentes de fabricantes e sistema,s ela não só vai aumentar a capacidade da banda larga móvel, mas vai revolucionar a produção e mesmo as relações sociais. “A 5G não vai oferecer apenas 20 vezes mais banda do que a 4G ou 100 vezes mais velocidade. Vai até mesmo revolucionar a atividade do entretenimento sem a dependência de fibra”, afirma Edvaldo Santos, diretor do centro de Inovação para a América Latina da Ericsson.

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“A 5G vai criar novas aplicações, novo modelo de negócios e mesmo uma nova indústria”, pondera Rubens Mendonça, gerente de soluções wireless da Huawei. “A nuvem da 5G vai se transformar  em uma densa neblina”, completa Wilson Cardoso diretor de Tecnologia para a América Latina da Nokia Networks. “Se a 4G trouxe o vídeo, a 5G vai vir com o toque e a capacidade de reação do próprio cérebro”, explica Ricardo Nascimento, presidente da Visent.

Para que todas as previsões aconteçam o primeiros desafio, alertou Mendonça, é trabalhar para o desenvolvimento de padrão aberto e global.  Santos acredita que será preciso encontrar soluções novas para problemas conhecidos como a vida útil das baterias. “Os novos equipamentos terão que consumir muito menos energia com  baterias com vida útil de pelo menos 10 anos” disse.

Para Cardoso, o compartilhamento da frequência passará a ser a condição da alocação do espectro. Caso contrário, não haverá lugar para a instalação de tantas erbs e small cells quanto serão necessárias. E o big data, na visão de Nascimento, irá permitir até mesmo que grandes bancos de dados aceitem imprecisões e mesmo assim obtenham padrões procurados. Os executivos participaram do 43º Encontro Tele.Síntese realizado hoje,30, pela Momento Editorial e que debateu “A Gestão do Espectro – Desafios Nacionais e Padrões Globais”.

 

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