Indústria eletroeletrônica corta mais de 32 mil empregos


A indústria demitiu, nos 10 meses do ano, 32,8 mil trabalhadores, voltando para os números de 2009, ainda sem ter os efeitos do aumento do imposto no celular, que começará em janeiro. A venda de celular já caiu 27% e de computador 31%.

Dados da Abinee, com base em informações do CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho -, apontam que, no acumulado deste ano, até o mês de outubro/2015, as indústrias elétricas e eletrônicas fecharam 32.834 vagas, reduzindo para 260,7 mil o número de empregados diretos. Com este resultado, o nível de emprego do setor voltou a patamar próximo de dezembro de 2009, quando estavam empregados 259 mil trabalhadores diretos.

Segundo o presidente da Abinee, Humberto Barbato, os números já refletem o tamanho da crise em que o país se encontra, e demonstram o quão são danosas medidas como a reoneração da folha de pagamento, e a MP 690 que elevará a partir de 1º de dezembro o preço dos produtos eletrônicos em cerca de 10% dez por cento, face ao retorno da cobrança do PIS/Cofins.

Nos primeiros nove meses do ano as vendas de celulares caíram 27% e as de computadores 31%. “Será que esses números não são suficientes para demonstrar o quanto é inoportuna a MP 690? Com a palavra o Congresso Nacional que pode reprovar a MP e mostrar sua sintonia com a indústria e com a população”, enfatiza Barbato.

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Nos últimos 12 meses, o saldo negativo entre o total de admissões e de desligamentos atingiu 40.048 vagas. (assessoria de imprensa). 

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