Impasse no grupo que trata do desligamento da TV analógica


A reunião do Gired – grupo que conduz o processo de desligamento dos sinais de TV analógica e é formado por representantes das operadoras de telecomunicações, radiodifusão, Ministério das Comunicações e Anatel – acabou ontem sem tomar qualquer decisão referente à continuidade do processo de desligamento dos sinais analógicos na cidade de Rio Verde, em Goiás, cujo prazo final está marcado para o dia 29 de novembro. Só se conseguiu marcar uma próxima reunião para o dia 11 de novembro.

A questão é que o prazo está correndo e as posições se acirrando. As operadoras de celular querem implementar medidas mais duras – alegam que assim foi feito em todo o mundo – tornando as telas das TVs analógicas sem transmitir imagens por vários períodos do dia, para fazer com que os moradores troquem seus aparelhos, enquanto os radiodifusores alegam que  essa medida não pode ser feita com uma penetração da TV digital ainda muito baixa – apenas 49% das TVs abertas terretres recebem os sinais digitais, conforme a última pesquisa do Ibope.

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As teles querem também que seja mudado o critério para se alcançar os 93% dos lares que teriam que ser cobertos para que o desligamento definitivo ocorresse e fosse levado em consideração também as residências com TV paga e banda C (que recebem já os sinais digitais). Com esse critério, o percentual já estaria em 78%, mas próximo da meta. Os radiodifusores, por sua vez, alegam que foi governo que estabeleceu o percentual e o critério e se isso for mudado, justamente a população de baixa renda – que não teria o dinheiro para comprar o conversor ou a TV é que ficaria prejudicada e sem poder assistir à TV.

Os radiodifusores ficaram de apresentar uma outra proposta para a campanha de esclarecimento menos incisiva. Mas o que precisará ser mesmo decidido, a aí só com a participação do ministro André Figueiredo, é se vai haver ou não o desligamento no dia 29, em que condições e, se não, como fica o dia seguinte.

 

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