Impacto do foco em FTTH nos resultados da Oi ainda não é visível, diz acionista


A Pharol, dona de 5,5% das ações da Oi, divulgou nesta semana seus resultados financeiros. A companhia, que tem três ativos – ações da Oi, opções de compra de ações da Oi a R$ 20, e títulos de dívida da falida empresa portuguesa Rio Forte – terminou 2019 com lucro líquido de € 20,7 milhões. O EBITDA do ano foi negativo em €  4,2 milhões.

Do lucro, a totalidade é oriunda do acordo firmado no começo do ano passado, e que resultou no pagamento, pela Oi, de € 36,8 milhões.

A companhia portuguesa avisou ainda que reduziu a expectativa por recebimento da dívida da Rio Forte. Hoje, conta com a possibilidade de reaver apenas € 63 milhões dos € 897 milhões da dívida nominal da empresa falida. Em 2018, a expectativa era receber € 74,7 milhões. Também o valor das opções de ações, que devem vencer em 2021, diminuiu em € 926 mil no ano.

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A sócia portuguesa da Oi também discorreu, no relatório de resultados, sobre suas expectativas para a Oi. Diz que tele brasileira está realizando o plano estratégico com foco nos segmentos FTTH e alienação de ativos non core. “Embora os indicadores mais avançados – nomeadamente número de novos clientes – sejam encorajadores, o impacto no desempenho operacional e nas contas de resultados não são ainda visíveis”, afirma, citando números da Oi até o terceiro trimestre de 2019.

Quanto à venda de ativos, a Pharol considera que este processo caminha mais rapidamente, e cita o negócio com a Unitel, operadora de Angola vendida neste ano por cerca de US$ 1 bilhão. “Para o futuro a curto médio prazo, parece não estar excluída a possibilidade de venda do negócio da comunicação móvel, o que, a concretizar-se, aumentaria de forma significativa a capacidade de investimento na infraestrutura de fibra”, traz o relatório financeiro da Pharol.

A Oi divulgará no próximo dia 25 de março os resultados financeiros referentes ao ano de 2019.

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