Iluminação pública é porta de entrada para digitalização das cidades, diz American Tower


Moises Silva, Head IoT da American Tower - TV Síntese
Moises Silva, Head IoT da American Tower – TV Síntese

Quando a questão é aplicação de IoT nos centros urbanos, o que se tem que pensar é que a iluminação pública é a porta de entrada para a digitalização das cidades. É como pensa Moises Silva, Head Iot da American Tower. Ele foi um dos painelistas desta quarta, no último dia do SmartCities Mundi.

“Começa com a iluminação pública e depois você consegue controle semafórico, controle de estacionamento; controle de resíduos, de lixo na rua; controle de bueiro inteligente. Criamos um ecossistema robusto de sensores para criar essa rede”, falou o executivo da American Tower, empresa de compartilhamento de infraestrutura que tem 23 mil sites disponíveis para estruturas de telecom no Brasil.

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A American Tower criou estruturas principalmente em Recife, onde fica a BottomUp, fundada por Frederico Braga, hoje CEO da empresa.

Braga, presente ao mesmo painel do SmartCities Mundi, disse que “o desafio das prefeituras é a modernização da iluminação pública”. Segundo ele, dentro desse cenário há uma telegestão da iluminação pública. “A parte IoT da gestão”.

Para Frederico Braga, esse desafio está ligado ao financiamento. A iluminação pública tem os mesmos reajustes que a energia elétrica. Portanto a  fonte dos recursos para tal telegestão sofre os ajustes, mas ele cita o uso dos dispositivos LoraWan, que têm baixo consumo de energia e baixo custo.

“Muitos gestores não têm consciência de que essa rede pode gerir uma rede de telecom. A rede LoraWan, tanto nas aplicações indoor como outdoor, está viabilizando cada vez mais oportunidades de negócios. Com isso, todos os segmentos ligado à área estão em crescimento”, falou o CEO da BottomUp.

Diversidade

O painel serviu para mostrar como as diversas aplicações desse tipo de dispositivo têm ajudado no cotidiano de cidades e empresas.

“O maior uso que temos na rede LoraWan é de rastreamento de ativos. É um mercado crescente de utilities, principalmente para água e gás, e aí entram empresas públicas e privadas”, falou Otávio Silva, Business & Ecosystem Development Manager da Everynet.

Ele explicou que o LoraWan é uma tecnologia aberta. É um dos motivos que leva a um baixo custo.

“É uma solução que não depende de licenciamento. A longo prazo, os dispositivos podem estar conectados a uma rede proprietária hoje, e amanhã em uma rede de alguém que não sofrem alteração.  Não existe casamento com um único fornecedor. E esse é um fator importante para permitir que IoT seja adotada de forma massiva”, falou Otávio Silva.

Ele disse que a falta de vontade política, econômica e regulatória retrai a amplitude do processo. “Colocar tudo em prática leva um tempo”.

E cita um exemplo. “A medição de água envolve vontade política. E aí entra a história: tubulação o eleitor não vê.”

Por satélite

Otávio Silva disse ser natural que, num cenário assim, se imagine levar cobertura satelital a regiões remotas, mas que há limitações. “Tem dispositivo para enviar mensagens, mas para responder não, por exemplo”. falou. “Mas há uma possibilidade num modelo híbrido, parte por satélite, parte via terrestre”, completou.

 

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