IHS define CEO da I-Systems e testa no Brasil estratégia para mercados com 5G


IHS define CEO da I-Systems e testa no Brasil estratégia para mercados com 5G
Crédito: Pixabay

A IHS Towers começou o ano prometendo agressividade nos mercados onde atua, em especial no Brasil. Aqui, o grupo africano tornou-se sócio da TIM ao comprar o controle da Fibeco (Live TIM) e rebatizá-la para I-Systems. O CEO da empresa já foi escolhido: desde dezembro, Daniel Cardoso ocupa o posto.

Cardoso é experiente executivo do setor de telecom, foi diretor na Telefônica Vivo de 2006 a 2013, passou depois pela Globenet (que comprou a V.tal da Oi ano passado), foi CMO da TIM e COO da Vogel Telecom.

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Outro nome conhecido do mercado chamado a fazer parte do empreendimento foi José Leça. Ex-diretor de regulação da Telefônica Brasil. Ele ocupa também desde dezembro a posição de diretor jurídico da I-Systems.

Planos da IHS para o país

O grupo IHS está capitalizado para manter a expansão orgânica e por meio de aquisições em 2022, disse o presidente da holding Sam Darwish em apresentação no evento Citi Apps Economy, na semana passada.

Em 2021, concluiu a abertura de capital na bolsa de Nova York, onde levantou US$ 378 milhões (equivalente a R$ 2,1 bilhões, pelo câmbio atual). As ações da empresa, no entanto, são negociadas hoje no menor valor desde o IPO. O grupo tem mais US$ 1 bilhão em títulos emitidos em novembro para investir.

“Queremos escalar o Brasil, onde chegamos há dois anos, o mais rápido e o quanto antes pudermos”, afirmou na conferência. A previsão é que a I-Systems tenha receita líquida de US$ 57 milhões neste ano – o que equivale a R$ 317 milhões.

Segundo a IHS, a I-Systems tem 6,4 milhões de homes passed (casas aptas a assinarem serviços de fibra) pela I-Systems. No país, opera também ativos arrematados da Cell Site Solutions, da Skysites e da Centennial Brazil. Ao todo, a IHS já é dona de 3,9 mil torres por aqui, o que equivale a 9% de participação de mercado. Tem como clientes as operadoras móveis Vivo, TIM e Claro.

A compra do controle da fiberco da TIM e de empresas de torres móveis nos últimos anos obedece a um plano bem estruturado. O foco é testar no Brasil um modelo de negócio com ativos “verticais e horizontais” para atender operadoras com redes 5G.

“Conforme as redes migram para o 5G, o colocation nas torres se tornará cada vez mais importante. Daí a importância da fibra. Essa fibra que temos agora, 70 mil Km, se junta a outros ativos. Compramos uma empresa ano passado que tem o direito de exploração de 30 mil rooftops no Brasil.  Então essa combinação da fibra com os locais para rede móvel nos deixa prontos para o 5G. Ainda pensamos em explorar negócios em data centers. A forma como vemos os negócios é ter dezenas de milhares de pedaços de terra e alavancar essa terra, seja com fibra, com edge data center ou com algo intermediário”, acrescentou.

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