Huawei aposta em terminais convergentes


Convergência é a palavra que define a visão de futuro da Huawei. Seja nos centros de pesquisa e desenvolvimento da companhia ou na matriz, localizada numa área de 2 milhões de metros quadrados, em Shenzhen, no Sul da China, a fabricante trabalha com o conceito de uma rede convergente. E aposta principalmente nos terminais que, …

Convergência é a palavra que define a visão de futuro da Huawei. Seja nos centros de pesquisa e desenvolvimento da companhia ou na matriz, localizada numa área de 2 milhões de metros quadrados, em Shenzhen, no Sul da China, a fabricante trabalha com o conceito de uma rede convergente. E aposta principalmente nos terminais que, acredita, passarão por uma revolução e serão o objeto de massificação em telecom, seja em voz ou dados. "Acreditamos nos terminais inteligentes e personalizados", resume Glory Cheung, da Divisão de Terminal da Huawei em Shenzhen.

Além dos esforços para colocar no mercado ainda este ano o celular com o sistema operacional Android (para o Brasil a previsão é de lançar o aparelho, numa parceria com a TIM, no terceiro trimestre), a equipe liderada por Cheung prepara o lançamento comercial de um novo modem 3G, que também funciona como roteador Wi-Fi. O modem comporta até cinco usuários, mas a decisão de liberar o equipamento para mais de um usuário será da operadora. O novo modem é compatível com redes GSM, EDGE e HSPA nas frequências de 2,1 GHz e 900 MHz, com entrada para um cartão MicroSD.

A unidade de terminais, que inclui aparelhos celulares, smarthphones e modens, faturou US$ 4 bilhões no ano passado e quer ganhar mercado também com terminais para recepção FTTx e Wi-Fi; e setop box para IPTV. "Apostamos na banda larga móvel, nos terminais convergentes, nas soluções de videoconferência", destaca a executiva. A empresa já fornece para a fabricante de computadores Asus chip embarcado para netbooks com conexão 3G.

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O mesmo conceito de convergência permeia o trabalho na unidade de redes de acesso. O vice-presidente de produtos para rede de acesso, Zuoqian Jiang, acredita que com as redes de fibra será natural a convergência das redes de voz, móvel, dados e corporativa. "Com o FTT será possível carregar todos os sinais numa única rede", observou.

Disputa de mercado

Com um portfólio que abrange de equipamentos de infraestrutura a produtos para o usuário final, a meta da Huawei é continuar ganhando participação no mercado. Na área de infraestrutura para banda larga fixa, seja em transmissão, acesso ou core da rede, a fabricante chinesa disputa mercado diretamente com a Alcatel-Lucent; já no mercado de redes móveis, o embate é com a Ericsson e a Nokia Siemens (em WCDMA e GSM) e no de CDMA com Alcatel-Lucent e ZTE; e no setor de redes IP, quer competir com Cisco e Juniper.

* A jornalista viajou para o Brazil Media Tour, na China, a convite da Huawei. 

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