Highline vai para o leilão do 5G e quer ISPs como parceiros


Luis Minoru Shibata, diretor de Estratégia e Novos Negócios da Highline Brasil / Foto: divulgação

A Highline está preparada para participar do leilão do 5G para atender prestadoras de pequeno porte (PPPs) oferecendo como serviço desde a infraestrutura até o espectro, como anunciou nesta segunda-feira, 22, o diretor de Desenvolvimento de Negócios da empresa, Luís Minoru. A concretização do negócio dependerá da posição dos ISPs, se entenderem que a parceria faz sentido. Ele garante que não há a possibilidade de a empresa competir com seus clientes no varejo.

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Além das torres (são 4.500 atualmente e milhares em implantação) e do espectro, a Highline pode oferecer aos provedores regionais um pacote completo de soluções para a operação móvel, incluindo o core de rede, a camada de OSS/BSS, a eletrônica, as antenas, dentre outros elementos. Um projeto piloto já está sendo feito com uma operadora regional, que detém espectro na faixa de 2,5 GHz.

Minoru foi um dos palestrantes do seminário Operadoras Inovadoras, promovido pelos Teletime e Mobile Time. Segundo ele, a renovação da infraestrutura exige capital, mas a receita não aumenta tanto. “Se a gente olhar para o mercado de provedores no país,  enxerga que apenas 10 terão capacidade para participar do leilão diretamente, com muito suor, e a nossa proposta é de que essas empresas invistam em uma plataforma onde todas podem usar o serviço, é esse o nosso diálogo com as entidades de provedores”, disse.

Minoru sustenta que uma infraestrutura móvel requer mais capital do que uma rede de fibra óptica. “É um segmento de capital intensivo e quanto mais capital se coloca, mais custo gera, ou seja, é um círculo virtuoso de investimentos que nem todo mundo pode aguentar”, ressaltou. Ele lembrou que a Highline tem por trás um fundo de infraestrutura, o Digital Colony, que está investindo muito no Brasil. Só no ano passado fez sete aquisições.

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