Highline compra a Phoenix Tower do Brasil e mira as torres da Oi


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O fundo Digital Colony, controlador da operadora de infraestrutura móvel Highline avisou hoje, 24, que comprou a rival Phoenix Tower do Brasil, que era do fundo Blackstone. O valor da transação não foi informado.

Conforme o fundo, a aquisição resultará na transferência para a Highline de 2,5 mil sites da Phoenix Tower do Brasil. Ao final da operação, a empresa terá mais de 3,2 mil sites, entre torres e small cells. Não houve troca de ativos de fibra óptica, explorados pela empresa Phoenix Fiber do Brasil.

“Há uma série de oportunidades de investimento em infraestrutura digital no Brasil, e esta aquisição vai aumentar a habilidade da Highline de atender as necessidades das operadoras parceiras, que continuam a adensar suas redes a fim de atender ao rápido crescimento do consumo de dados”, diz Steven Sonnenstein, diretor geral da Digital Colony.

Segundo o CEO da Highline, Fernando Viotti, a aquisição permitirá à empresa levar uma oferta mais atraente para as operadoras. “A combinação de portifólio nos dará cobertura mais abrangente na região”, resume. O fundo Blackstone sai da Phoenix Tower do Brasil após cinco anos.

Oi Torres

A compra complementa outra provável aquisição da Highline. A empresa deu um lance pelas torres da Oi. A data final para que propostas concorrentes fossem protocoladas na Justiça terminou no último dia 19.

A Highline não apenas fez proposta de R$ 1,06 bilhão, como disputa na condição de stalking horse, ou seja, poderá igualar qualquer novo lance. A UPI Torres é dona de 637 Torres e Roof Tops de telefonia móvel; além de cabos e antenas que foram implantadas pelo Grupo Oi para a propagação do sinal de telefonia móvel em ambientes internos de prédios com grande circulação de pessoas, localizados em 222 endereços, dos quais um é um estádio, um é um hospital e 220 são shoppings e outros prédios.

Embora a data para que concorrentes aparecessem fosse 19 de novembro, a definição do vencedor será anunciada pelo juiz da recuperação judicial da Oi, Fernando Vianna, na quinta feira, 26, em audiência marcada para as 15h. Confirmado o cenário, a Highline passará a ter, em ativos móveis, 3,8 mil sites.

A Highline completou em novembro oito anos no Brasil. Em dezembro de 2019, foi comprada do Pátria Investimentos pelo fundo Digital Colony. Chegou a fazer um lance pelos ativos da Oi Móvel, de R$ 15 bilhões, mas acabou superada pela oferta de consórcio formado por Claro, TIM e Vivo.

A empresa é considerada também forte concorrente na disputa pelo controle da UPI Infraco da Oi, unidade que concentra a infraestrutura de rede óptica da concessionária, com cerca de 400 mil km de fibra implantada.

Ao longo da pandemia, a Highline construiu e concluiu a aquisição de centenas de sites distribuídos em 25 estados e o quadro de colaboradores cresceu 50% para acelerar o crescimento orgânico da empresa.

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