GVT lança aplicativo para reverter queda na receita de voz


Nos últimos cinco anos, a queda nas receitas do MOU (minutos de uso) na telefonia fixa foi de 65% no mercado brasileiro. Para tentar reverter essa tendência e, por apostar na convergência dos serviços fixo e móvel, a GVT lança comercialmente, no final do ano, o Freedom, aplicativo que permite ao seu usuário receber e fazer chamadas da linha instalada no endereço do cliente usando tablets e smartphones. “Com esse serviço, queremos renovar o interesse do consumidor pelo serviço de voz, que ainda representa uma receita importante para as operadoras”, afirmou Amos Genish, presidente da GVT, na Futurecom.

“O Freedom começa com ligações, mensagens de texto e terá vídeo a partir de 2015”, anunciou. A empresa aposta também no uso de big data para melhorar o relacionamento com o cliente. Com uma política segmentada de ofertas, pode direcionar as vendas de seus produtos conforme o perfil de cada cliente. De acordo com Genish, o big data ajuda também a melhorar a operação da rede, uma vez que dá visibilidade a possíveis problemas que poderiam ocorrer, permitindo a empresa fazer as correções.

Sinergias

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O presidente da GVT não quis comentar detalhes sobre a fusão, afirmando que quem lidera o processo é a Telefônica, mas disse que espera a conclusão do processo “o mais rápido possível”. Genish assegurou que os planos da GVT continuam sendo implementados até a concretização da fusão. “Os planos futuros serão discutidos após aprovação do Cade e da Anatel. Até lá, mantemos os projetos”, disse, em entrevista a jornalistas.

Entre os planos da GVT estão a manutenção de investimentos em tecnologia de rede, como em GPON; novos conteúdos de TV por assinatura e um modelo de transmissão via satélite (DTH) conectado, que permitirá interatividade e conteúdo de vídeo sob demanda por meio da tecnologia WiFi.

Genish acredita que, mesmo após a consolidação das empresas, os planos para a adoção da tecnologia GPON serão mantidos. “A Telefônica também é muito focada na fibra, a estratégia das duas empresas é semelhante”, disse.

Entre as sinergias possíveis entre Telefônica e GVT, Amos destacou a mudança do triple play para quadruple play. “É uma mudança comercial e de tecnologias que já está ocorrendo no mercado. Em cinco anos será difícil separar o mundo mobile do mundo fixo”, concluiu.

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