GVT descarta operação móvel e testa WiMAX


Uma megaoperadora nacional de telecom, advinda da fusão da Brasil Telecom (BrT) com a Telemar (Oi) mudaria muito pouco os planos da GVT para 2008, afirmou hoje em teleconferência à imprensa o vice-presidente de finanças da empresa, Karlis Kruklis. Ele vê o movimento de consolidação “ainda em aberto no mercado, com necessidade de mudanças regulatórias”, …

Uma megaoperadora nacional de telecom, advinda da fusão da Brasil Telecom (BrT) com a Telemar (Oi) mudaria muito pouco os planos da GVT para 2008, afirmou hoje em teleconferência à imprensa o vice-presidente de finanças da empresa, Karlis Kruklis. Ele vê o movimento de consolidação “ainda em aberto no mercado, com necessidade de mudanças regulatórias”, mas considera que, caso concretizado, não alteraria o plano estratégico da operadora, pois “ambas as empresas isoladamente já possuíam grande potencial de investimentos, então talvez uma fusão até melhore para nós, pois as empresas passariam a fazer apenas uma proposta”, em leilões e concorrências do setor.

O executivo avalia que os motivos da junção “são financeiros, e não mercadológicos”, ou seja, não acontece para agregar ao um produto ao portfólio de qualquer uma das duas, o que impactaria mais as operações da GVT. Por isso, Kruklis afirma que “do ponto de mercadológico, não enxergamos que este sob este aspecto, mais concorrência”. Ele descartou também qualquer envolvimento da GVT em operações de telefonia móvel, mesmo com a possibilidade de atuar como MVNO (Operadora móvel de rede virtual, na sigla em inglês), pois avalia que a telefonia móvel é muito dependente de pré-pago, e com ARPU (receita média por usuário) muito baixa. “Não temos sentido nenhum impacto de não ter oferta de celulares na região II, não temos pressão dos nossos clientes para oferecer serviços deste tipo”, salientou.

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Kruklis destacou que a GVT tem interesse no WiMAX, “especialmente para completar a oferta para nossos usuários de tecnologia sem fio WLL, hoje em torno de 130 mil clientes”. A empresa aguarda a liberação do leilão pela Anatel, mas já trabalha com alguns fornecedores em freqüências alternativas, com a possibilidade de utilizar em freqüência WLL “ou outra freqüência aberta que não esteja poluída”. Isso seria facilitado porque grande parte dos usuários de WLL “não está nos grandes centros ou em regiões próximas de aeroportos, portanto as freqüências são mais limpas”, conclui.

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