GSMA critica cronograma proposto para uso da faixa de 700 MHz na Europa


A GSMA, organização que reúne fabricantes e operadoras de telefonia celular, aprovou a divulgação de relatório do ex-comissário da Comissão Europeia Pascal Lamy sobre destinação dos espectros UHF para telefonia móvel. A entidade, porém, reclama dos prazos propostos. De acordo com Anne Bouverot, diretora da GSMA, é essencial possibilitar aos estados-membros da União Europeia usar a faixa de 700 MHz entre 2018 e 2020, mas, “preferencialmente, antes”.

“Estamos preocupados com as recomendações do relatório para uso da faixa abaixo de 700 MHz (470-694 MHz) poderiam colocar a Europa em desvantagem competitiva se comparada a outras regiões. Limitar a flexibilidade de coexistência entre telefonia móvel e a radiodifusão digital até 2030 vai inibir o investimento redes móveis de vanguarda”, afirma.

No relatório, Lamy propõe destinar a faixa de 700 MHz às operadoras apenas em 2020, dois anos antes ou depois. Em 2025, uma revisão da implantação e compromisso das empresas. Até 2030, os radiodifusores teriam assegurada a exploração exclusiva da faixa sub-700 MHz. “Pedimos à Comissão Europeia que acelere o processo de revisão de uso da banda abaixo de 700 MHz”, diz.

A associação propõe, por fim, que a revisão da implantação e compromisso aconteça em 2020. Sugere, ainda, que o espectro de 470-694 MHz seja alocado de forma “co-primária”, ou seja, que se permita o uso conjunto por radiodifusores e operadoras, caso algum estado-membro assim desejar. No Brasil, a faixa de 700 MHz será dedicada ao 4G já no próximo ano. Em setembro acontece o leilão, organizado pela Anatel.

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