GSI quer sigilo nos números de IoT


O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República ressalta que o sigilo desse endereçamento visa a dificultar as ações cibernéticas maliciosas ou criminosas. Para a comunicação máquina a máquina, a Anatel sugere que não seja usada a numeração pública.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República pede à Anatel que, ao regulamentar a numeração a ser usada na comunicação máquina a máquina e nas aplicações de Internet das Coisas (IoT) estabeleça para as operadoras mantenham a numeração sob sigilo, e só os divulguem mediante notificação judicial ou norma da administração pública federal.

Para o GSI, que apresentou contribuições à consulta pública 37/20 da agência, “a  não divulgação de endereços IP, em especial daqueles utilizados por equipamentos de infraestrutura ou por aplicações que são de maior interesse para ataques cibernéticos, como é o caso da comunicação M2M e de dispositivos de IoT, consiste em prática consagrada que visa a dificultar ações cibernéticas maliciosas ou criminosas.”

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A Anatel está sugerindo que, para essas aplicações, as operadoras não precisem utilizar o mesmo padrão da numeração pública recomendada pela União Internacional de Telecomunicações (UIT).

O texto da consulta propõe que:

” Os terminais utilizados para comunicação máquina-a-máquina (M2M), Internet das Coisas (IoT),dentre outros, que não ofereçam comunicação de voz ou mensagens de texto, ficam dispensados do uso de numeração pública da Recomendação UIT E.164, facultando à prestadora o uso de recursos de
identificação que melhor se adéquem ao seu modelo de negócio.
A prestadora pode utilizar códigos de acesso específicos para identificar facilidades adicionais intrarrede, destinadas a complementar a prestação do seu serviço, devendo ser considerados os casos de serviços comuns a todos os Usuários.”

 

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