GSI diz que Brasil tem pouca capacidade de auditar as redes de telecom


GSI diz que implantação do 5G não restringe fornecedores
Crédito: Freepik

O coordenador-geral de Segurança da Informação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Victor Hugo Rosa, afirmou hoje, 26,  que a baixa capacidade de se auditar a cadeia de fornecimento de telecom é uma das barreiras que precisam ser superadas pelo País com a chegada do 5G. “Há baixa capacidade nacional para fazer esse tipo de auditoria. Temos o Inatel, o CPQD, mas não temos a mesma capacidade de outros países para auditabilidade de configurações de software e até hardware. Isso é complexo na nossa realidade nacional”, disse Rosa.

Ele participou de evento realizado pelo site Teletime em parceria com a Huawei. “Cada vez mais a gente sai de um passado quando a operadora tinha tudo centralizado para um em que ela coloca na mão de fornecedores e descentraliza a rede”, completou o coordenador-geral de Segurança da Informação do GSI.

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Rosa reforçou que A Instrução Normativa nº 4 não deve barrar fornecedores específicos. Durante a apresentação, classificou essa “não vedação” como agnóstica. “Não há vedação a empresas. Não se endereçou país específico como foi feito em outros países, nem foi criada uma ‘blacklist’, revelou Rosa. Segundo ele, o debate foi muito prejudicado por questões de outras naturezas, como geopolítica, “mas conseguimos contornar e mantê-lo com foco mais técnico e isento possível”.

Mas o dirigente do GSI pontuou que a Anatel não incluiu em sua regulamentação um dos pontos principais pontos da IN nº 4: aquele  obriga aos operadoras a possuírem mais de um fornecedor em uma mesma área geográfica.

Leilão

A IN foi publicada antes da realização do leilão do 5G, em novembro do ano passado. Nele, foram determinadas algumas exigências que deveriam ser seguidas pelas operadoras. Dentre elas, a criação de uma rede privativa para o governo federal, limitando perfil das empresas que implantarão a rede privativa. As empresas interessadas em fornecer equipamentos para essa rede deverão ter ” padrão de transparência e governança corporativa compatíveis com os exigidos no mercado acionário brasileiro”.

Em fevereiro de 2021, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou que o governo brasileiro manterá a exigência de que somente fornecedores que tenham ações negociadas em bolsa de valores poderão vender seus equipamentos para a rede privativa a ser construída pelas teles com o dinheiro do leilão da 5G . Com isso, a Huawei e outras fábricas chinesas, que não têm o capital aberto, não poderão vender seus equipamentos para a construção dessa rede, mas continuam a ser fornecedores de todo o  mercado nacional privado.

 

 

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