Grupos europeus de telecom cobram definição da neutralidade na UE


As empresas de telecomunicações da União Europeia estão impacientes com a demora do bloco em definir as regras de neutralidade dentro da agenda digital para a região nos próximos anos. A Associação de Operadoras Europeias de Rede (ETNO, na sigla em inglês) e o Grupo Internacional de Usuários de Telecomunicações (Intug), divulgaram comunicado nesta segunda-feira (16) cobrando uma definição. A questão seria definida no final de 2014, mas foi adiada por falta de consenso entre os países.

As organizações pedem que as instituições europeias adotem regras “amigáveis para os usuários, que incentivem a inovação e o investimento em uma internet aberta”. Atualmente, diferentes países no continente têm leis próprias para a neutralidade. Essa pulverização atrapalha as companhias, que afirmam sofrer com a insegurança jurídica. “Uma colcha de retalhos de regras nacionais não vai funcionar. A Europa precisa encontrar uma abordagem única, de alto nível, para a neutralidade de rede e garantir que todo o continente tenha regras estáveis e harmonizadas”, defendem.

Além disso, pedem que a neutralidade permita a diferenciação de serviços. “A estabilidade e qualidade da internet de hoje depende do gerenciamento de tráfego e de tecnologias próprias da infraestrutura da internet. Precisamos que isso continue assim para garantir uma experiência satisfatória ao usuário”, afirmam no texto assinado conjuntamente.

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“Só é possível atender à demanda diversificada com uma grande variedade de produtos e serviços de acesso à internet”, reforçam. E, como cá ou nos Estados Unidos, repisam o argumento que o aumento da digitalização provocou aumento no tráfego de dados. “O desenvolvimento em áreas como carros conectados e entretenimento dependerão da possibilidade de oferta de serviços especializado”, afirmam. Fazem parte da ETNO empresas como Telecom Italia, Orange, Telefónica, Portugal Telecom, O2, enquanto o Intug reúne associações de consumidores de diversos países.

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