Grupo TIM confirma Labriola no posto de CEO


O executivo Pietro Labriola, que desde 2019 comanda a TIM Brasil, foi confirmado hoje, 21, como CEO e integrante do conselho do Grupo TIM – antiga Telecom Itália – dona da operadora brasileira. A decisão do conselho de administração foi unânime, segundo a imprensa local. A deliberação aconteceu nesta sexta-feira, 21.

PUBLICIDADE

Chamado em novembro para ocupar o cargo de gerente geral da TIM Itália, até que outro CEO fosse encontrado para o posto, Labriola mostrou serviço. Ele apresentou um plano de reestruturação do grupo de telecomunicações. Com a proposta, o conselho de administração poderá justificar aos acionistas da tele uma recusa para a oferta de compra feita pela KKR, de US$ 12,2 bilhões.

O plano de Labriola lembra, guardadas proporções, o que foi feito na brasileira Oi. Prevê a segregação estrutural de ativos. A diferença fundamental é que os ativos de infraestrutura e serviços lá vão compartilhar o atual patrimônio e endividamento do grupo. Os detalhes ainda devem ser anunciados e detalhados pela companhia.

Quando foi chamado para ser o general manager da TIM Italia, Labriola ficou encarregado de cuidar das operações domésticas do grupo italiano. Com isso, acumulou o cargo com o de CEO da TIM Brasil.

Agora, responsável pela orientação do grupo como um todo e integrando o conselho, deve dar lugar na subsidiária brasileira a Alberto Griselli, o homem mais cotado internamente para o cargo, apurou o Tele.Síntese. Caso a informação se confirme, uma comunicação à CVM deve ser feita em breve.

Enquanto esteve à frente da TIM Brasil, Labriola entregou resultados. Já no primeiro ano, a companhia teve alta nas receitas e lucro antes de impostos, depreciações e amortizações (EBITDA). Em 2020, ano em que a pandemia pesou sobre as operadoras móveis em razão do isolamento das pessoas, registrou aumento de 0,4% das receitas e de 3,2% do EBITDA. Os dados completos de 2021 ainda não foram divulgados, mas até o terceiro trimestre.

De perfil conciliador, Labriola também propôs união entre as operadoras brasileiras para abordagem em conjunto o mercado das carteiras digitais e de publicidade móvel. Tais projetos não foram para frente, o que não impedia o executivo de orientar o fechamento de negócios inovadores no setor, como a participação no capital social de startups em troca de big data e atração de clientes da base da TIM e a segregação dos ativos de fibra para a criação da I-Systems, uma sociedade em rede neutra formada com a empresa IHS.

PUBLICIDADE
Anterior Concurso da Anatel: agência quer preencher 346 vagas
Próximos Vicente Aquino vai relatar a venda do controle da V.tal pela Oi