Grupo Ligga foca B2B no 5G e preservação do meio-ambiente na Amazônia


Wendell Oliveira, CEO Ligga Telecom. Crédito: TV. Síntese
Wendell Oliveira, CEO da Ligga Telecom, aposta no mercado corporativo para a oferta do 5G.Crédito: TV.Síntese

O grupo Ligga foca o atendimento ao mercado B2B com as frequências que adquiriu no leilão do 5G. Segundo Wendel Oliveira, diretor presidente do grupo, a oferta dos serviços móveis para o segmento de varejo só ocorrerá na cidade de Londrina, e outras poucas cidades do Paraná. Nas demais localidades principalmente em  São Paulo e Amazonas, onde a empresa também adquiriu as frequências de 3,5 GHz,  pretende oferecer apenas serviços profissionais. ” Iremos transformar o grupo em uma empresa de tecnologia”, afirmou  executivo durante o INOVAtic Sul, evento promovido pela Momento Editorial, e que acontece até amanhã.  O grupo Ligga pertence ao fundo Bordeaux, que adquiriu também a Sercomtel, de Londrina, e a Copel Telecom, que acaba de mudar de nome. 

No Paraná e São Paulo, Oliveira enxerga uma grande oportunidade de oferta de serviços para o agronegócios, as cidades inteligentes e saúde. “O 5G abrirá novas portas. A cada semana traz novidades. O que temos hoje é só é a ponta do iceberg. O 5G mudará as empresas como o 4G mudou as nossas vidas. A mudança no agro, nas Smart Cities, em Health tech, será brutal e de grande transformação”, prevê.

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Com a frequência de 3,5 GHz da região Norte, a empresa espera oferecer serviços corporativos de prevenção a queimadas e ao desmatamento. “As aplicações do 5G ajudarão muito nessa região”, ressaltou.

Investimentos

Conforme o executivo, as obrigações estabelecidas pelo edital do 5G exigirão investimento de R$ 1 bilhão, mas reforçou que o grupo pretende investir muito mais. “Esse é um compromisso mínimo a ser cumprido. Nós planejamos investimentos que vão além disso”, complementou Oliveira.

Wendel Oliveira disse ainda que pretende fazer os primeiros pilotos com a tecnologia FWA (Fixed Wireless Access) em duas cidades do Paraná. Essa tecnologia permite que seja ofertada a banda larga fixa utilizando-se a frequência móvel de 3,5 GHz do 5G. Para isso, ele aguarda por futuras decisões do Gaispi (grupo que coordenada a limpeza do espectro), que permitam a antecipação da oferta de serviços 5G antes do cronograma estabelecido pelo edital.

FWA como complemento

Para Sérgio Tofani, diretor Regional Centro Oeste da Huawei, O FWA não substituirá a rede de fibra FTTH, mas será um complemento, uma composição a ela. “Muitas vezes, as ISPs têm dificuldades de implantação em áreas remotas, em áreas específicas, ou por falta de licença para puxar a fibra, ou de  infraestrutura. Nesse sentido, o FWA será fundamental quando houver a impossibilidade da passagem de fibra”, explicou.

 

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