Governo prepara compra compartilhada para ativos de rede


O governo federal irá promover, por intermédio da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, uma compra conjunta de ativos de rede (roteadores, pontos de acesso para rede sem fio, entre outros), que inclui demandas de 34 órgãos do Executivo Federal. Estima-se que o valor total da aquisição ultrapasse R$ 100 milhões.

De acordo com secretária adjunta de logística e tecnologia da informação, Nazaré Bretas Lopes, a compra é uma das ações preparatórias do ministério para o lançamento da Central de Aquisições e Contratações Públicas. O processo faz parte do plano estratégico e, tendo em vista o alto montante de recursos envolvidos, será precedido por audiência pública, conforme determina a Lei n° 8666 de 21 de junho de 1993. O cronograma prevê a publicação do edital nos próximos meses.

Ativos de rede são itens que fornecem a infraestrutura necessária para a comunicação de dados em uma organização. A especificação desses equipamentos, no caso dos switches e rede sem fio, deve estar alinhada à estratégia organizacional para que as necessidades de negócio sejam atendidas com qualidade, performance, segurança e confiabilidade.

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Infovia

“A conectividade é condição básica para um país menos desigual e mais socialmente justo”, declarou Bretas. Um dos exemplos de conectividade apontados como modelo de sucesso foi a Infovia Brasília. A infraestrutura de rede ótica, administrada pela SLTI, foi construída para fornecer aos órgãos do Governo Federal situados em Brasília um conjunto de serviços e funcionalidades em ambiente seguro.Os principais desafios da Infovia Brasília são ampliar o número de serviços ofertados e aumentar a atratividade dos serviços para os órgãos da administração pública.

Em médio prazo, a SLTI busca reproduzir a experiência da Infovia Brasília entre órgãos federais de todo país, o que contribuirá para diminuir a vulnerabilidade das informações governamentais. “Levar cabos de fibra ótica a todo país é um objetivo de longo prazo, já que sabemos que isso custaria algo em torno de R$ 99 bilhões aos cofres públicos”, explicou Maximiliano Martinhão, secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações.

Bretas e Martinhão participaram do 1º Workshop de Conectividade promovido pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABEP).(Da redação, com assessoria de imprensa)

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