“Governo não vai direcionar posicionamento de mercado”, afirma Berzoini


O ministro disse ainda que até o mês de maio estará anunciando ao país a segunda etapa do programa Banda Larga para Todos. O programa vai unir investimentos orçamentários da União com estímulo à atração de investimentos privados, por intermédio de crédito tributário.

Ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, durante o Encontro Tele.Síntese, em Brasília. (Foto: Miriam Aquino)
Ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, durante o Encontro Tele.Síntese, em Brasília. (Foto: Miriam Aquino)

O ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, afirmou hoje, durante o 40º Encontro Tele.Síntese que não há nem haverá qualquer iniciativa do governo para direcionar o posicionamento do mercado. Em sua avaliação, a consolidação do setor de telecom deve ser vista como uma tendência da economia como um todo.  O setor financeiro, de varejo, de linha branca, passou e passar por fusões, assinalou. “ É um quadro inexorável. Mas não quer dizer que devemos trabalhar com o nível de concentração ou de competição ideal”,afirmou ele.

Na avaliação de Berzoini, não é possível saber qual é o nível de consolidação e de escala que se precisa ter  operadoras   competitivas e capacidades  de investimentos. Ele entende que o setor de telecomunicações tem uu nível de competição razoável, com o olhar vigilante da Anatel e do Cade.

O ministro observou que o acesso à internet cresceu quase 700% nos últimos anos no Brasil e o setor contribui para segurar a inflação e não “empurrar a inflação”. “Os preços de telecom caíram para menos de um por cento acumulado enquanto o faturamento e a oferta de serviços cresceram significativamente”, afirmou.

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Berzoini disse ainda que até o mês de maio estará anunciando ao país a segunda etapa do programa Banda Larga para Todos. O programa vai unir investimentos orçamentários da União com estímulo à atração de investimentos privados, por intermédio de crédito tributário.

“É uma  possibilidade  interessante combinar a demanda com o apoio governamental em áreas onde seja menos atrativo o investimento”, afirmou. O ministro ressaltou,no entanto, que o apoio orçamentário ou creditício vai depender da disputa com a área econômica frente ao ajuste fiscal. Mas ele observou que o programa é para o mandato de quatro anos, e não apenas para este ano.

 

 

 

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