Governo espera receber hoje propostas concretas das empresas para a expansão da banda larga


Depois de dois dias de reuniões com a Anatel, as concessionárias de telefonia fixa (Embratel, Oi e Telefônica) reúnem-se novamente hoje, (dia 8) com os dirigentes do Ministério das Comunicações. Nesta reunião, o governo espera que as operadoras mudem de postura e deixem de apenas reclamar sobre as propostas contidas no Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU III) e apresentem propostas concretas para a massificação da  oferta de banda larga no país. “O governo espera uma postura propositiva das empresas”, afirmam fontes.

O Minicom quer que as concessionárias apresentem propostas concretas para uma das questões que mais tem causado desconforto às empresas, que é a ampliação do backhaul (rede estadual de banda larga) em regime público, conforme está proposto no PGMU III. “As empresas precisam parar de reclamar e ter postura mais propositivas”, afirma fonte do governo. As concessionárias temem que, ao serem obrigadas a ampliar o backhaul para outras cidades que não aquelas contempladas pela troca de metas dos orelhões, promovida em 2003, essa rede passe a ser encarada como um bem da concessão, e por isso reversível à União em 2025.

A Oi, embora intransigente quanto à quesoa do backhual, disse ao Tele.Síntese que estuda alternativas para viabilizar a venda da banda larga para todos os usuários de sua região de até 500 Kbps por R$ 35,00 (trinta e cinco reais), preço sugerido no decreto do ex-presidente Lula, que criou o Plano Nacional de Banda Larga.

Anatel

Nas reuniões travadas com a Anatel, foram feitas audiditorias sobre os custos das futuras metas de universalização dos dois lados – Estado e empresas privadas – esclarecidos conceitos e calculados os ônus e os bônus das novas metas. Mas não foi discutida qualquer fonte extra de recursos, como reivindicavam as empresas.     

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