Governo derruba previsão de investimento e receita da Telebras


Estimativa do Programa de Dispêndios Globais das estatais, publicado hoje, prevê redução de 59% nos investimentos da estatal e de 42,2% nas receitas. Números para os Correios ficam estáveis. Planejamento terá de autorizar quaisquer reprogramações.

grafico-negativo-dinheiro-setaO governo federal publicou hoje, 19, os valores de que as empresas estatais poderão dispor em 2017. Os orçamentos foram detalhados no Diário Oficial da União, por companhia, conforme o Programa de Dispêndios Globais (PDG).

A Telebras terá orçamento de R$ 670,6  milhões em 2017, pouco mais da metade estimada para 2016 (R$ 1,1 bilhão). Poderá investir R$ 236,36 milhões, ante a previsão de R$ 574,58 milhões de 2016. O restante será usado para arcar com os custos da operação, como pessoal (R$ 81,46 milhões) e serviços e terceiros (R$ 83,96 milhões). Ao contrário dos Correios, no entanto, a previsão de receita é muito menor: R$ 431,68 milhões, também uma fração do previsto em ganhos para este ano, que eram de R$ 1,15 bilhão.

Os Correios (ECT) terão a seu dispor R$ 22,55 bilhões. Desse montante, poderão destinar R$ 800 milhões a investimentos, mesmo valor previsto no PDG de 2016. O restante deverá ser usado para manutenção da operação. A estatal prevê gastar R$ 11,7 bilhões com pessoal própria e mais R$ 7,3 bilhões com serviços e terceiros. Ao mesmo tempo, planeja gerar receita de R$ 22,23 bilhões ao longo do próximo ano.

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A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) terá R$ 1,13 bilhão para gastar, embora apresente receita de R$ 3,73 bilhões. Pelas características da empresa, de fomento econômico à pesquisa, terá R$ 80 milhões para investimentos tradicionais e R$ 255 milhões para investimentos financeiros. Também vai dispor de R$ 748,76 milhões para operações de crédito de longo prazo e R$ 454,5 milhões para operações de crédito internas. Ano passado a Finep tinha como provisão R$ 812 milhões para operações de crédito de longo prazo e R$ 533,78 milhões para operações de crédito internas.

Os valores não são definitivos. As empresas podem apresentar até outubro propostas de reprogramação do PDG, desde que justificadas. Quaisquer mudanças precisarão do crivo do Ministério do Planejamento. No decreto do PDG de 2016, bastava os ministérios ligados às estatais autorizar a reprogramação.

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