Google fará buscas para o Yahoo!


O Google será responsável por realizar as buscas na internet para o portal Yahoo!. Segundo as empresas, o acordo se estende também para o sistema de buscas para anúncios e de imagens do Google. Os serviços serão usados tanto para buscas em computadores como em dispositivos móveis.

A parceria foi comunicada hoje, 20, ao mercado norte-americano, durante a divulgação do balanço do Yahoo!. A companhia reviu recentemente o contrato que tinha com a Microsoft, sua antiga fornecedora do mecanismo de busca e de publicidade. Os serviços do Google substituem aqueles entregues pela Microsoft e pela própria Yahoo! em 21 países, inclusive Brasil, e no conjunto do Oriente Médio. Nos Estados Unidos, a parceria, que durará até 2018, ainda precisa de aval de autoridades antitruste.

O Yahoo! ressalta, porém, que o contrato não prevê exclusividade, e que, portanto, poderá “escolher” que buscas deixará para o Google realizar e quais fará por meio de mecanismo próprio ou da Microsoft. Em contrapartida, o Google pagará ao Yahoo! de acordo com a receita obtida por buscas vindas do portal.

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Balanço financeiro
O Yahoo! registrou receita de US$ 1,22 bilhão, 7% maior que no terceiro trimestre de 2014. A receita com busca cresceu 13%, e a com anúncios, 14%. Os ganhos do segmento Mavens, que reúne dispositivos móveis, vídeo e mídia social, cresceram 43%, para US$ 422 milhões. Desse total, o segmento de telefonia móvel gerou mais da metade da receita, US$ 271 milhões. O EBTDA ajustado, porém, caiu 8%, para US$ 244 milhões.

No final das contas, a empresa saiu do lucro de US$42 milhões no mesmo trimestre ano passado, para prejuízo operacional de US$ 86 milhões neste. O lucro líquido caiu 99%, para US$ 76 milhões, se descontado o ganho com a abertura de capital do site de e-commerce Alibaba, e que rendeu US$ 6,3 bilhões ao Yahoo!.

Em publicidade online, a companhia faturou US$ 509 milhões e aumento de preço por anúncio de 8% em relação ao mesmo período do ano passado. As despesas não financeiras da companhia somaram US$ 758 milhões, o que foi comemorado pelos executivos por ser o menor patamar desde o terceiro trimestre de 2013.

Para o quarto trimestre a companhia espera dados piores. A receita deverá ficar menor, entre US$ 1,16 bilhão e US$ 1,2 bilhão. O EBITDA deverá fechar entre US$ 160 milhões e US$ 200 milhões, e o lucro operacional pode vir entre US$ 10 milhões e US$ 50 milhões, projeta.

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