Globo usa tecnologia Ericsson e rede 5G da Claro na transmissão do Carnaval de São Paulo


A Claro, a Globo e a Ericsson utilizaram 5G em ondas milimétricas no Carnaval de São Paulo no fim de semana. O desfile do Grupo Especial contou com um cinegrafista em meio aos passistas, transmitindo as imagens captadas em tempo real e em alta resoluçãop.

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Ele utilizou uma “Mochilink” – uma mochila adaptada com módulo 5G para transmissão –, que acessava a rede 5G. Dessa forma, o profissional conseguiu conduzir as câmeras ao longo do percurso, sem ficar preso a cabos.

A faixa de frequência utilizada foi a de 26 GHz. A Claro foi uma das compradoras desse espectro no leilão 5G, realizado pela Anatel em novembro passado. A rede implantada usou 400 MHz arrematados no certame.

Segundo a operadora, os testes feitos com a tecnologia demonstraram conexões com velocidades de transmissão acima de 2,5 Gbps.

A Claro defende o uso dessa tecnologia em eventos com grande volume de pessoas, já que conta as redes baseadas em ondas milimétricas têm alto poder de processamento de dados e baixas latências.

“Com a rede de quinta geração, a Claro quer trazer ainda mais possibilidades e melhorar a experiência para as programadoras, além de aprimorar a forma como o telespectador se relaciona com as transmissões ao vivo. A aplicação da tecnologia é mais um passo da Claro na implantação do 5G no país”, comenta Paulo César Teixeira, CEO da Claro.

Para viabilizar a transmissão, primeira do tipo no país, a Claro instalou a rede 5G no Sambódromo do Anhembi em colaboração com a Ericsson, Casa Systems, Intelbras, Motorola e Qualcomm, que apoiaram as demonstrações com dispositivos (CPEs, APs Wi-Fi e Smartphones).

Na ação, smartphones da familia motorola edge foram utilizados como modem para receber o sinal mmWave e retransmitir para o mochilink. O smartphone é alimentado pela plataforma móvel Snapdragon 8 Gen 1, com sistema de modem-RF Snapdragon X65, da Qualcomm.

A Claro também montou um camarote onde instalou internet fixa baseada no 5G. Um roteador captava o sinal de banda larga da operadora, e retransmitia a capacidade para pontos de acesso WiFi tradicionais.

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