Fundos públicos precisam ser usados para o desenvolvimento de infraestrutura, diz MCom


Nathalia Lobo, Secretária de Telecomunicações do Ministério das Comunicações - reprodução / Tele.Síntese
Nathalia Lobo, Secretária de Telecomunicações do Ministério das Comunicações – reprodução / Tele.Síntese

O uso de fundos públicos para desenvolvimento da infraestrutura foi uma das recomendações do MCom em debate apresentado nesta terça, 19, durante o evento “5G Brasil – Recomendação de Políticas Públicas”, promovido pelo site Teletime. A orientação foi apresentada por Nathalia Lobo, Secretária de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, que representou o órgão no debate.

Ela, mais James Görgen, Coordenador de Economia 4.0 do Ministério da Economia; e José Gontijo, Secretário de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, participaram do debate para comentar o mapeamento do ecossistema de inovação voltado para desenvolvimento de soluções digitais e aplicações da tecnologia 5G no Brasil, apresentado em painel anterior.

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Nathalia Lobo disse que, dentro de todo esse cenário, “há alguns ajustes necessários”. Um deles é “aplicar projetos em formato adequado para obter recurso público”.

Segundo a representante do MCom, na questão dos fundos públicos deve haver uma elaboração de metodologia para priorização de projetos. “Uma análise de desenvolvimento sócio-econômico quando se vai escolher o projeto. Este é um trabalho que está sendo realizado em conjunto com o Ministério da Economia”, falou.

Para Nathalia Lobo, o Fust já nasceu com essa linha de priorização e assim está sendo feito. Da mesma forma deve ser com o Funtel, que foi revisto e “teve várias modernizações que já vão produzir efeitos”.

Quanto à implantação do 5G, a Secretária de Telecomunicações do MCom disse que o órgão trabalha diariamente para prefeituras diminuírem barreiras para a instalação de antenas. “Burocracia e excesso de regras dificultam bastante”, falou.

Visão mais geral

James Görgen, Coordenador de Economia 4.0 do Ministério da Economia, pediu uma visão mais geral das ações de desenvolvimento.

“Falta uma visão mais direcionada de como os recursos devem ser utilizados para o desenvolvimento desse setor. Há nais de 60 fontes e fundos disponíveis, mas tudo sem foco”, disse.

“É necessário pensar em ações para o setor de software como um todo, não especificamente para o 5G. O setor de TICs como um todo, então não é só o 5G. Pensar em capacitação de profissionais, por exemplo”, continuou Görgen.

Para ele, o governo precisa filtrar todas as ações e endereçar aos atores corretos, “não executar tudo sozinho”.

Görgen disse que cabe ao governo a coordenação desse processo, e a apresentação de algo estruturante. “China, Coreia e EUA, por exemplo, tiveram essa luz de que nada poderia ser feito sem que fosse de forma coordenada pelo Estado”, falou.

Isso gera uma “ação bem casada de colocar recursos privados junto com públicos”, afirmou.

Projeções

De qualquer forma, em 5 anos todo o potencial do 5G estará sendo usado, afirmou José Gontijo, Secretário de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

“Nesse tempo, as pessoas já terão entendido todas as possibilidades do 5G. Em 10 anosa já entra nova tecnologia”, falou Gontijo.

Os representantes da Deloitte, responsáveis pela pesquisa apresentada nesta terça, 19, também acreditam em 5 anos, mas James Görgen, do Ministério da Economia, tenta ser mais otimista.

“Na verdade, o que eu espero é que a gente não demore 5 anos”, comentou com os colegas.

E como se pode acelerar isso? “Temos que enxergar a demanda externa. Precisamos olhar para fora e criar soluções que possam ser utilizadas em outros países”, completou.

 

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