Fundo russo desiste da Oi, depois que TIM formaliza não querer fusão


Em comunicado ao mercado brasileiro a Oi informa que o fundo LetterOne não vai mais injetar US$ 4 bilhões na companhia visto que a TIM informou não ter interesse em negociar a fusão. A concessionária brasileira salientou que continuará a empreender esforços de melhorias operacionais e transformações de negócios

A Oi comunicou hoje, 25, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM)  que o fundo russo Letter One Tecnology foi informado pela TIM que a operadora “não tem interesse em aprofundar negociações a respeito da possibilidade de uma combinação de negócios com a Oi, no Brasil”. Em consequência, a  “L1 Technology informou que, sem a participação da TIM, não pode proceder neste momento com a operação da forma anteriormente prevista”.

Em outubro do ano passado  fundo de investimentos russo Letter One propôs injetar US$ 4 bilhões na operadora  para permitir que a empresa compre a TIM, filial da Telecom Italia. A operação estava sendo capitaneada pelo banco BTG, que também tem ações da concessionária, mas acabou ficando fragilizada com o envolvimento de seu principal executivo na operação Lava-Jato, que apura envolvimento de corrupção entre empresários e políticos brasileiros.

Durante todos os meses, os principais executivos da Telecom Italia e da TIM informavam que não tinham sido formalmente procurados pelos investidores russos para tratar da proposta e que só estudariam o caso se houvesse uma ampla reforma na regulação brasileira, que amenizasse as obrigações das concessionárias.

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Atualmente, a dívida bruta da Oi passa de R$ 50 bilhões. Diante da informação de hoje, a Oi “avaliará os impactos deste anúncio para as possibilidades de consolidação no mercado brasileiro”.

O bilionário russo Mikhail Fridman tem investimentos, por meio desse fundo, em companhias de telecomunicações da Europa.  No ano passado havia anunciado que tinha US$ 16 bilhlões disponíveis para investir em empresas de telecomunicações, óleo e gás em todo o mundo.

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