Fundação Telefônica Vivo cria currículo de ciência de dados


A Fundação Telefônica Vivo criou um currículo de ciência de dados. Trata-se de um agrupamento de conteúdos para escolas técnicas, segundo Americo Mattar, CEO da instituição. Ele foi um dos participantes do Edtechs nesta sexta, 5, e falou mais sobre o projeto.

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‘Vamos lançar nos próximos dias uma pesquisa que mostra que 98% dos alunos do ensino médio querem uma educação mais conectada com o mercado de trabalho. Há uma desistência de cerca de 30% dos alunos. É um absurdo um número assim’, disse Mattar.

Para o CEO da Fundação Telefônica Vivo, não existe conflito entre educação e mercado de trabalho. ‘O erro é achar que um está desconectado do outro. Ao contrário, todas as empresas de telecom precisam de pessoas com capacidade crítica, com capacidade analítica, que questionem os modelos e busquem a melhor efetividade’, falou.

“Há uma mensagem profunda de que a gente precisa modernizar a nossa escola. É precisa fazer isso junto com o Estado. Precisamos pegar os secretários, que são muitas vezes extremamente competentes, e discutir como fazer”, continuou.

“A pergunta que tem que ser feita é o que a sociedade exige de cada etapa da educação desse jovem. Se conseguirmos responder essa pergunta, a gente deixa para trás as limitações do sistema atual e começa a focar em soluções sistêmicas e estruturais. Isso só será feito através do poder público.’

Distinção

Mattar se diz espantado com um dado de que 60% dos jovens de escolas públicas não sabem disto guri uma notícia de um fake news. ‘E ouso dizer que esse dado chega também às escolas particulares’.

Também acha impressionante o setor ter 80 mil vagas disponíveis e não ter mão de obra para cubrir essas vagas.

‘Então nós nos unimos a sete secretarias estaduais de educação e ao CIEB e criamos o currículo de ciência de dados. O aluno da escola pública sai formado em ciência de dados’, contou.

O projeto da Fundação Telefônica Vivo está sendo testado em Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo, em parcerias com secretarias estaduais. A ideia é levar a todos os Estados.

‘Nós avaliamos 150 mil vagas de trabalho e 137 mil exigiam conhecimentos básicos. São vagas que não exigem alto grau de sofisticação e poderiam ser preenchidas por estes jovens’, concluiu.

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