FTTH não é uma aventura


{mosimage}As redes FFTH (Fiber to Home) permitem às provedoras oferecer uma variedade de serviços de comunicação e entretenimento, tais como telefonia, internet de alta velocidade, televisão por assinatura e serviços interativos e bidirecionais com uso intensivo de imagens.

No mundo moderno, além de um serviço econômico de telefonia, todos desejam ter acesso a dados em alta velocidade e vídeo de alta qualidade. Para o usuário, é indiferente se tais serviços são providos por DSL, cable modem ou por soluções wireless, contanto que o serviço seja rápido, confiável e com preço compatível. Do lado das operadoras, porém, tais serviços apresentam uma série de desafios, principalmente de como conectar cada um dos clientes numa solução que seja à prova de futuro, ou seja, que não precise ser substituída rápida, ou freqüentemente, devido à obsolescência tecnológica.

Como as fibras ópticas permitem oferecer de forma flexível e com banda ilimitada serviços bidirecionais e interativos, sua utilização em redes FTTH (Fiber To The Home) tem se apresentado como “a” resposta a esta demanda de serviços. Este maior uso de redes FTTH tem sido possível devido a uma série de fatores, tais como:

Contínuo crescimento da Internet junto com o desejo de maiores velocidades;
Maior competição nos diversos mercados com novas operadoras competindo com as incumbentes, resultando um maior número de serviços oferecidos pelos Provedores de Aplicações (ASPs) e regras de desregulamentação que não exigem o unbundling das redes ópticas;
Desenvolvimento de soluções para as dificuldades de instalação e manutenção das fibras;
Contínua queda de preços dos equipamentos ópticos;
O ciclo de vida tecnológico que requer o uso da tecnologia correta no tempo correto e que permita a construção de redes à “prova de futuro”.

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As redes FFTH permitem às provedoras oferecer uma variedade de serviços de comunicação e entretenimento, tais como telefonia, internet de alta velocidade, televisão por assinatura e serviços interativos e bidirecionais com uso intensivo de imagens. Todos estes serviços são providos através de uma rede de distribuição óptica, geralmente passiva, via uma única fibra conectando cada residência. Além disso, o uso de soluções multiplexando diversos comprimentos de onda (WDM) permite uma flexibilidade adicional e adaptabilidade a novos serviços futuros, com escalabilidade da infra-estrutura e otimização dos custos envolvidos ao longo do crescimento da demanda.

Programas intensivos iniciados no Japão e Coréia, e mais recentemente em países da Europa e nos EUA, objetivando a conexão óptica nas residências, apresentam números surpreendentes de crescimento. Em setembro de 2005, o Japão tinha 2.777 mil residências conectadas com FTTH, a Europa 892 mil e a América do Norte 323 mil residências, neste último caso, mais do que se quadruplicou o número de assinantes desde o início de 2004 (78 mil residências) em apenas 20 meses. As velocidades de conexão para os usuários destas redes estão hoje na faixa de 5 Mbps a 30 Mbps, bem superiores ao que conhecemos como banda larga aqui no Brasil.

Um sentimento crescente é de que as soluções em DSL e cable modem que são a banda larga de hoje devem se tornar obsoletas nos próximos cinco anos, fazendo com que as redes de fibras ópticas sejam o novo padrão na convergência e distribuição dos serviços triple play (televisão, telefonia e internet) bem como os alavancadores do teletrabalho, telemedicina, aprendizado à distância, comércio eletrônico e tudo o mais. Tal cenário tem incentivado diversas municipalidades americanas a investirem na construção própria de tais redes apresentando-as como um diferencial que permite um melhor padrão de negócios para as empresas ali estabelecidas, bem como de qualidade de vida para seus habitantes.

E no Brasil, quando as soluções FTTH vão se tornar viáveis? A resposta, essencialmente, está em quais serviços o prestador quer oferecer, e sua viabilidade econômica no curto e médio prazos. Um fator restritivo também está na regulamentação: que serviços tais prestadores podem ou não oferecer, de forma que o retorno do investimento possa ser factível. Em um primeiro momento, redes totalmente ópticas deverão atender nichos de mercado onde os serviços de telecom são restritos e a demanda alta, como os condomínios industriais de médio porte e condomínios residenciais de alto padrão, por exemplo. Com o barateamento da tecnologia e a possibilidade de ajustar a configuração e o tamanho das redes para atender às crescentes demandas de serviços de voz, dados e vídeo através de uma única fibra, o FTTH deve se tornar o padrão das redes de telecom devido a sua maior confiabilidade e segurança em relação às redes de par trançado, coaxiais e sem fio.

*Foad Shaikhzadeh é diretor-presidente da Furukawa Industrial S/A.

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