Fink: Gestão da TI em novos cenários


Por Fabian Erik Fink* PUBLICIDADE Nos novos modelos de trabalho adotados em função da pandemia, a tecnologia desempenha um papel essencial. A evolução digital está rompendo barreiras físicas, trazendo a necessidade de conectividade para manter os níveis de produtividade de equipes que realizam trabalhos remotos. Já se vislumbra um cenário de trabalho misto, remoto e …

Por Fabian Erik Fink*

Nos novos modelos de trabalho adotados em função da pandemia, a tecnologia desempenha um papel essencial. A evolução digital está rompendo barreiras físicas, trazendo a necessidade de conectividade para manter os níveis de produtividade de equipes que realizam trabalhos remotos. Já se vislumbra um cenário de trabalho misto, remoto e local, inclusive para equipes de TI. E essas equipes precisam estar preparadas para atender às demandas de conectividade, buscando otimizações constantes.

Segurança e resiliência nas redes

Na medida em que cresce a digitalização, aumenta a importância da área de TI. Cabe a ela garantir a qualidade dos serviços e a segurança dos dados, com melhor aproveitamento dos recursos.

A segurança é um pilar fundamental e deve estar na concepção do projeto para garantir a proteção dos dados.

Todo gestor de TI, praticamente, já teve uma parada de rede não programada. A camada física tem um grande peso quando se avalia as causas dessas paradas de rede – e os impactos são cada vez maiores. A solução dessas falhas consome tempo dos profissionais de TI que precisam identificar, localizar e corrigir a falha. Dessa forma, cresce a importância da utilização de ferramentas que possibilitem um diagnóstico rápido e ajudem a agilizar a solução do problema.

Em uma pesquisa realizada por um instituto privado com 500 executivos seniores da área de TI, 51% deles responderam que tiveram quatro ou mais paradas de mais de 30 minutos no último ano. Além disso, 65% afirmam que as quedas de rede aumentaram nos últimos 5 anos. Isso gerou, para 31% deles, uma perda de mais de US$ 1 milhão no último ano.

Além dos custos com perdas operacionais, as falhas de segurança geram impactos relacionados a legislações de âmbito nacional e internacional.

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que entrou em vigor neste ano (Lei n° 13.709), afeta diferentes setores e serviços. Seu objetivo é criar um cenário de segurança jurídica, com a padronização de normas e práticas para promover a proteção dos dados pessoais de todo cidadão que esteja no Brasil. Há um ponto importante de segurança na administração de riscos e falhas. Porém, muitas vezes o foco é direcionado à segurança lógica da rede, sem a mesma atenção à segurança física. As falhas de segurança podem gerar multas de até 2% do faturamento da empresa, limitado a R$ 50 milhões por infração.

Legislações de âmbito internacional, como o Acordo de Basiléia e a Lei Sarbanes-Oxley, geram impactos na TI. Essas leis e acordos visam criar mecanismos de auditoria e segurança em empresas do ramo financeiro. A TI deve garantir, por meio de mecanismos de auditoria, que não houve nenhum acesso não autorizado que possa ter gerado uma brecha de segurança nos sistemas.

Os desafios na gestão da TI

Projetos de empresas terceirizadas que envolvem grande quantidade de salas técnicas, com grande fluxo de pessoas, têm uma preocupação com a segurança, dada a complexidade na operação do dia-a-dia. A detecção de uma conexão não autorizada em tempo real minimiza esses riscos e melhora a disponibilidade de rede.

A complexidade na gestão de rede vem aumentando, com a convergência de diversos tipos de dispositivos para protocolos IP – como dispositivos IoT, equipamentos e máquinas industriais, redes sem fio, equipamentos hospitalares, entre outros. Mesmo em redes majoritariamente Wi-Fi, é importante o monitoramento da conectividade para minimizar o impacto de ataques internos e externos, uma vez que um único ponto de rede representa diversos usuários conectados.

Para melhorar a eficiência operacional de redes, com maior segurança e resiliência, uma solução de Gerenciamento de Infraestrutura Automatizado (AIM) oferece uma série de ganhos em termos de recuperação ágil da rede, gestão em tempo real da conectividade, histórico de alterações e otimizações na operação e manutenção.

Um sistema de AIM é composto de software e hardware que detecta automaticamente a inserção ou desconexão de patch cords ou cordões ópticos, documenta a infraestrutura do cabeamento, incluindo os equipamentos conectados, habilitando assim o gerenciamento da infraestrutura e permitindo a troca de dados com outros sistemas.

Com uma rede mais estável e resiliente, as equipes de TI podem investir seu tempo no planejamento de melhorias que irão trazer ganhos para a organização.

*Fabian Erik Fink é engenheiro de Aplicação da Furukawa

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