FCC abre investigação por código de emergência


O presidente da agência reguladora de comunicações norte-americana, Tom Wheeler, publicou recentemente um artigo no site da FCC (Federal Communicacion Comission) fazendo um sério alerta aos seus regulados, de que o país não pode prescindir, e não vai abrir mão, do seu número de emergência, o 911.

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Segundo o chairman, em abril passado, a fiscalização da FCC constatou que em pelo menos no estado de Washington mais de 4,5 mil ligações para o 911 não foram completadas no período de seis horas. Os relatórios primeiros indicam que a razão para esse problema, considerado inaceitável pela agência reguladora, é a implementação de novas redes de dados, que “foram instaladas de uma maneira tão precária que não permitem que o ecossistema 911 seja transparente para os usuários do sistema”.

Mas, a FCC avisa que “nenhuma companhia vai ser autorizada a desligar o 911”. O problema está sendo apontado para  as redes de LTE, que até hoje só aceitam a comunicação de dados, não entendem a voz, e conseguem, por isto, se conectar com o sistema nacional de emergência norte-americano

A FCC conseguiu firmar um acordo com as quatro maiores operadoras de celular de lá, que passaram a suportar o 911 através de mensagens de texto. As operadoras instalaram mais de 100 call centers de emergência em 17 estados norte-americanos.

Mas a Wheeler observa que somente essas empresas assumiram este compromisso. E, como as demais centenas de provedores norte-americanas não se mexeram, a FCC vai intervir. “Se a indústria age no interesse público, o envolvimento da FCC será pequeno. Mas se o interesse público não está sendo atendido, a agência não irá exitar em agir”. Assinala ele.

E os números apresentados  fortalecem sua posição: há 48 milhões de norte-americanos surdos ou com dificuldades de audição e 7,5 milhões com dificuldades na fala.

No Brasil

No Brasil ainda não podemos sequer pensar em um número único nacional gratuito para emergência, pois não se consegue unificar as polícias, o corpo de bombeiros, as equipes de resgates de emergências e calamidades.

Em 2012, a Anatel buscou regulamentar as redes de telecom para momentos de riscos e calamidades. No ano passado, a agência brasileiro regulou um número único de emergência para estrangeiros europeus que aqui chegassem, medida motivada pela Copa do Mundo, que sediou inúmeros estrangeiros.

Mas para os brasileiros poderem pedir socorro em qualquer lugar do país sabendo que número discar, ainda falta uma importante articulação entre os agentes do governo federal e estes com os governos estaduais e municipais. Mãos a obra.

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