Faria promete conectar 100% das escolas da Amazônia até fim do ano


O encontro fora da agenda oficial entre o presidente Jair Bolsonaro e o empresário Elon Musk resultou no anúncio de um programa de conexão de 19 mil escolas na Amazônia e na promessa de que o governo levará internet a 100% das escolas da região. Os detalhes, no entanto, ainda não foram definidos.

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Os dois se encontraram no hotel mais luxuoso da cidade de Porto Feliz (SP), diante de uma plateia de executivos, inclusive das operadoras Claro, Oi e TIM. Também participaram do evento os ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira; da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira; das Relações Exteriores, Carlos França; e do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, general Luiz Eduardo Ramos; além do presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carlos Baigorri.

Fábio Faria, Ministro das Comunicações, organizou o evento e afirmou ali que a tecnologia da Starlink será utiliza para a Pasta cumprir a meta de levar internet a 100% das escolas da região Norte do país até o fim do ano.

Nenhuma informação sobre o funcionamento e operação do programa anunciado neste ano de eleições está definida, no entanto. Faria destacou que os detalhes técnicos e investimentos ainda serão discutidos “em um novo momento, entre os representantes públicos e privados envolvidos”. O governo já tinha anunciado a parceria em 2021, também sem detalhes, em 2021.

Bolsonaro afirmou que o encontro tratou “de conectividade, investimentos, inovação e o uso da tecnologia como reforço na proteção de nossa Amazônia e na realização do potencial econômico do Brasil”. Em vídeo publicado no Youtube, no entanto, ele afirma que a visita não tratou de negócios. Teceu elogios ao bilionário e disse que a compra do Twitter por Musk aconteceu em nome da liberdade. As falas mereceram críticas de deputados de oposição.

Vale lembrar, porém, que a venda do Twitter não foi concretizada. Musk cobra dados relacionados com a quantidade de bots (contas artificiais) existentes na plataforma e diz que um número acima de 5% dos perfis inviabiliza o negócio. Ou, na melhor das hipóteses, o faria pagar menos que os US$ 44 bilhões propostos.

Musk, por sua vez, usou seu perfil online para afirmar que a Starlink, sua empresa de banda larga via satélite, vai conectar 19 mil escolas rurais e monitorar a Amazônia.

Ontem,19, estourou nos Estados Unidos um escândalo sexual envolvendo o bilionário. Segundo agências de notícia, ele foi acusado de assédio sexual por uma comissária de bordo da SpaceX, empresa de lançamento de foguetes de Musk. A empresa teria pago US$ 250 mil em 2018 para a comissária encerrar o processo, iniciado em 2016. Ao veículo que revelou o caso, o site Business Insider, Musk afirmou que não é a primeira vez que é acusado de assédio e que “há mais nessa história” do que o que veio à tona.

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