Faria diz que é a “última chance” de privatizar os Correios


Fábio Faria, Ministro das Comunicações - crédito: divulgação
Fábio Faria, Ministro das Comunicações – crédito: divulgação

Fábio Faria, ministro das Comunicações, defendeu nesta quarta, 20, durante fala na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, a privatização dos Correios. Ele alega que isso precisa acontecer urgente ou a empresa perderá mais participação no mercado de entrega de encomendas.

Faria pediu votação urgente e disse que esta é a última chance de desestatização. Ele acredita que a entrada de empresas como DHL, Magalu, Mercado Livre e Amazon na concorrência, mais as greves que têm acontecido, podem tornar a compra da estatal pouco atrativa para interessados.

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O projeto de privatização dos Correios já foi aprovado na Câmara, mas está parado no Senado. O governo quer agilizar e vender a empresa no primeiro trimestre de 2022. O PL, que tem como relator o senador Márcio Bittar (MDB – AC), precisa ser aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

De olho no ‘filé’

Segundo Faria, a entrega das encomendas é o “filé” dos Correios, e que só com esse setor em alta haverá interessados na aquisição da estatal, já que o comprador terá que manter a universalização dos serviços postais e atender localidades remotas.

“Vai chegar um momento, acredito que em pouco tempo, que nenhuma empresa mais vai se interessar pelos Correios”, afirmou o ministro.

Greves

O processo de greves trabalhistas – foram 12 paralisações ao longo dos últimos dez anos, segundo o ministro – levou outras empresas a desenvolverem as próprias redes de logística, disse Faria.

Ele argumentou que a queda acentuada na demanda por entrega de encomenda preocupa o governo, e defendeu que a proposta seja votada o mais rápido possível. Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, havia dito que a votação seria em setembro. 

“É a última janela que nós temos. Tenho certeza do que eu estou falando: nós não temos condições nenhuma de voltarmos a discutir privatização dos Correios daqui a três, quatro anos. Ninguém vai ter interesse”, afirmou.

 

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