“Falta cobertura no celular”, diz Quadros. E sinaliza necessidade de acordo com operadoras


antena-ondas-sinal-conexao-espectro Powerful digital transmitter for TV, mobile and multimedia broadcast sends information signals from high towerConsiderado pelo novo presidente da Anatel, Juarez Quadros, o elo mais importante do ecossistema das telecomunicações, o consumidor brasileiro tem, hoje, dois problemas urgentes em pauta: a cobertura celular que tem baixa qualidade em muitos pontos e cidades e não a centenas de distritos e a ameaça de corte à banda larga ilimitada. Quanto ao segundo ponto, o tema foi objeto de uma cautelar da Anatel, sem data para acabar, que proibiu as operadoras de suspenderem o serviço ao fim do pacote de dados. E tudo indica que a cautelar continuará valendo, pois o assunto ainda não foi consensado na maior parte dos países. Os comentários de Quadros, durante a Futurecom, vão nessa direção. Ele lembrou que o conflito acabou na Justiça na Alemanha, com a operadora que aplicou a franquia sendo obrigada a suspender a medida.

Para ele, o problema mais crítico, até porque não há uma medida imediata a ser tomada pelo órgão regulador, é o da cobertura celular. “As falhas na cobertura vem dos editais da própria Anatel, que, em alguma medida, acabaram privilegiando os critérios econômicos, de arrecadação do Estado, do que o interesse social”, disse, fazendo a ressalva que quando os editais foram lançados também não era tão fácil prever como seria o comportamento da demanda no médio/longo prazo. De qualquer forma, o que se observa hoje é que a maior reclamação dos parlamentares é a falta de cobertura celular nos distritos e a falta de rede de dados onde há apenas cobertura 2G. E a pressão tende a crescer. O Senado ameaça com uma CPI.

Como as operadoras estão rigorosamente dentro dos contratos — a maioria antecipou, e muito, as metas comprometidas nos leilões —, Quadros só enxerga uma saída. A costura de um grande acordo, que envolva substituição da tecnologia 2G e a cobertura dos distritos mais populosos. Há espaço político para isso? Ele acredita que, após a aprovação das alterações no marco regulatório, o ambiente ficará mais aberto à negociação.

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