Faixa de 2,4 GHz para indústria pode interferir na 4G alertam Vivo e GSMA


A Telefônica/Vivo manifestou preocupação em relação a possíveis interferências na operação da tecnologia TDD em parte da faixa de 2,4 GHz pelo Serviço Limitado Privado (SLP) possa causar sobre os sistemas em serviço na faixa de 2,5 GHz do 4G, que opera em tecnologia FDD. O posicionamento da operadora se deu em resposta à Consulta Pública da Anatel 61, que propõe destinar a faixa de  2.485 MHz a 2.495 MHz  para utilização do segmento industrial.

Segundo a Telefônica, a literatura disponível recomenda que, na ausência de outros mecanismos para mitigação de interferências, seja adotada uma “banda de guarda” de 10MHz entres sistemas TDD e FDD. “Bandas de guarda menores – como a de 5MHz resultante da proposta em discussão – tornam mandatória a utilização de medidas adicionais para mitigação de interferência, tais como distanciamento entre as estações; utilização de filtros adicionais e redução das potências de operação”, afirma.

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Por essa razão, recomenda o acréscimo na proposta da norma, para que antes de entrar em operação, estações base, nodal ou repetidora deverão realizar coordenação prévia com os autorizados de serviços de telecomunicações que operam em faixas adjacentes. A responsabilidade pela coordenação e adoção de ações para a mitigação de interferências será da prestadora entrante.

De acordo com a tele, para a mitigação de interferências, podem ser utilizadas as técnicas de distanciamento entre as estações; utilização de filtros adicionais;  redução nas potências de operação e  alteração nas características das antenas de transmissão, estabelecendo condições e características técnicas específicas de instalação das antenas dos sistemas de transmissão de forma a garantir a relação de proteção e diminuir o potencial de interferências prejudiciais.

A GSMA  também fez contribuição à consulta pública e manifestou preocupação com relação ao uso da faixa de 2,485 GHz a 2,495 GHz pela indústria, especialmente de automação, sem levar em conta o uso eficiente do espectro. Por isso, além da preocupação com a proximidade da faixa de 2,5 GHz, sugere que a Anatel revise seu regulamento de SLP, limitando aos serviços previstos na Resolução de 2013.

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