Experiência em serviços digitais é o diferencial do ISP, diz Cachapuz


Marcio Cachapuz, diretor de vendas e marketing da OIW - Crédito: TV.Síntese
Marcio Cachapuz, diretor de vendas e marketing da OIW – Crédito: TV.Síntese

O diferencial no atendimento gera uma experiência que já conta – e vai contar mais ainda, no futuro próximo – como principal fator para ISPs vencerem a concorrência. Esta é a visão de Marcio Cachapuz, diretor de vendas e marketing da OIW, que ele apresentou nesta terça, 26, no Inovatic.

Cachapuz apresentou o painel “O papel do provedor de solução de infraestrutura para o futuro dos ISPs”. Disse que a empresa para a qual trabalha, especializada em infraestrutura, está construindo soluções para poder prover todas as necessidades dos ISPs porque esses provedores estão se consolidando e crescendo.

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“A ideia é tentar transformar tudo  na melhor solução possível para o ISP melhorar sua rentabilidade. Esse segmento passou por um turbilhão de mudanças nesses últimos dois anos, com pandemia e 5G chegando. Tudo isso chegou para o ISP ao mesmo tempo”, falou.

Segundo o diretor da OIW, o mercado vem passando por uma consolidação real, “que é natural, que acontece também nos países do Primeiro Mundo, que é a concentração de provedores”.

“O Brasil tem o maior número de provedores do mundo. Não tem espaço para tanto CNPJ. De alguma forma teria que se fazer uma concentração. Com o 5G, que tem necessidade de capilaridade enorme, tudo isso faz com que a perspectiva de crescimento seja real”, continuou.

Cachapuz comentou como esse mercado vai continuar crescendo. “Ainda temos um deserto digital no país, com um potencial enorme ainda de acesso em fibra.”

Foi quando abordou o que pode fazer a diferença, para os ISPs, que basicamente têm sua receita baseada na conectividade.

“A grande diferença dos ISPs é o poder de atendimento e relacionamento com mercados locais. O dono conhece o dono da padaria da cidade, por exemplo. Mas somente isso não é suficiente. Todos sentem necessidade de rentabilizar melhor suas redes. Esses provedores, os que buscam crescer, se tornaram fornecedores de soluções digitais. Ele se preocupa com a qualidade do game dentro de casa, qualidade da TV dentro da casa; e ele entrega tudo, ‘n’ serviços, dando nível e qualidade a esses serviços. Isso vira um diferencial”, apontou Cachapuz.

O executivo foi adiante. “Então, se o que ve pela frente é a concorrência pelo preço da banda, dá para passar a concorrência pela experiência, pelo conteúdo de game, pela aplicação de WiFi etc.”

Para Cachapuz, quando o mercado percebe que isso faz diferença, o ISP ganha valor, e daí ele simplesmente sai da guerra de preço. “Ele oferece projetos de WiFi diferentes: um para casa, outro para o sítio. Ou nível de game diferente. Ou para uma TV que consome muito streaming de vídeo. É quando o ISP enxerga que se ele oferecer algo mais, ganha valorização do cliente. ‘Esse cara sabe o que eu quero e se preocupa com isso’. Então deixa de ser só conectividade”, concluiu.

O diretor da OIW defendeu ainda a necessidade de ampliação de parcerias com as Universidades e polos tecnológicos para suprir a forte demanda por mão-obra-especializada. “Acredito em parcerias  de universidades e polos tecnológicos. Isso é comum em outros países. Essa conexão entre o mundo privado e o mundo universitário precisa acontecer com maior frequência. Ainda mais em TI, um mercado tão grande”, disse.

O INOVAticm com foco na opinião dos provedores do  Sul/Sudeste, é um evento do Tele.Síntese e que prossegue até esta quarta-feira. 

 

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