Exigência de 5G pura vai acirrar competição entre fornecedores, prevê Huawei


Para representantes da Huawei Brasil, a decisão da Anatel de exigir 5G no padrão release 16 das operadoras que participarem do próximo leilão vai acirrar a competição no mercado local de infraestrutura de telecomunicações.

A empresa hoje tem contratos com todas as operadoras móveis e é responsável por grande parte das redes 4G em funcionamento. Caso a Anatel permitisse às teles adotarem o padrão non-standalone, poderiam fazer upgrades na rede pré-existente fornecida pela fornecedora chinesa.

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Como o padrão é standalone, o 5G puro, independe das redes de geração anterior já implantadas. Isso permitirá às operadoras comprarem de novos fornecedores – embora reclamem que não consigam extrair todo o potencial que haviam projetado para as redes 4,5G.

Atílio Rulli, diretor de relações governamentais da Huawei, admite que a decisão do regulador terá reflexos no mercado. “É uma oportunidade para os fornecedores como um todo. Vamos ter que participar de um cenário com alta competição”, afirmou, durante conversa nesta manhã, 2, com jornalistas e consultores.

Apesar de encarar uma competição maior por não ter base para aperfeiçoar, a Huawei se vê bem posicionada para abocanhar grande fatia do mercado standalone. “Temos a maior quantidade de patentes 5G e fazemos os maiores investimentos em P&D”, resumiu.

Marcelo Motta, diretor de cibersegurança para a América Latina da empresa, ressalta que as operadoras já trabalham com a Huawei desde o 2G, e que a fabricante tem tecnologia desenvolvida para aliar o 5G standalone do release 16 às redes 4G legadas. “Já temos essa solução convergente disponível e em uso em algumas operações globais”, pontuou. Ele conta que a fabricante já desenvolveu sistemas para bilhetagem e integração de SVAs, por exemplo.

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