Europa vai financiar consórcio de criação da 6G


A Comissão Europeia anunciou hoje, 7, que vai financiar um consórcio de empresas encarregado de desenvolver a sexta geração de redes móveis, a 6G. Batizado de Hexa-X, o grupo tem entre seus integrantes fundadores a Nokia, que vai liderar a iniciativa, além de Ericsson, Atos, Intel, Orange, Siemens, TIM, Telefónica, universidades e centros de pesquisa locais.

O projeto terá início em janeiro de 2021 e duração de 2,5 anos. Segundo a Nokia, as redes 6G estarão comercialmente disponíveis a partir de 2030.

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Os objetivos do Hexa-X são antever casos de uso e cenários de aplicação da futura padronização, desenvolver sistemas que farão parte dessas redes e definir como deve ser a arquitetura e a interação entre as diferentes tecnologias que, juntas, vão constituir da sexta geração.

Tanto Nokia, quanto Ericsson, fazem parte também de iniciativa semelhante coordenada pelo Facebook nos Estados Unidos.

6 de 6º sentido?

O escopo do projeto é bastante amplo: “conectar os mundos físico, digital e humano”. A diferença fundamental entre a 5G e a 6G será a capacidade de esta última compreender as intenções humanas.

Para Peter Vetter, diretor de acesso e pesquisa de dispositivos da Nokia, as conexões 6G vão “criar uma rede com sexto sentido, capaz de intuir nossas intenções, fazendo das nossas interações com o mundo físico mais efetivas, antecipando nossas necessidades e, dessa forma, ampliando nossa produtividade”.

O executivo lembra que ainda há um enorme universo a ser explorado e desenvolvido para a 5G. Mas diz que a padronização da 6G já começa a ser estudada no Bell Labs, o premiado laboratório de inovação da Nokia, localizado nos EUA.

De acordo com o consórcio, o desenvolvimento da 6G vai exigir respostas nas seguintes frentes:

  • Inteligência de conexão: a inteligência artificial e aprendizado de máquina precisam ser seguros e garantir que estão a serviços dos humanos;
  • Rede de redes: eventualmente, as redes vão ser tantas que haverá uma rede de redes, o que traz desafios de gestão e segurança;
  • Sustentabilidade: a infraestrutura precisa ter baixo consumo de energia e preços razoáveis para adoção mundo afora;
  • Cobertura global: é preciso desenvolver serviços acessíveis de alcance mundial, inclusive conectando áreas remotas;
  • Experiência extrema: a velocidade das conexões será “extrema”, diz a empresa, com tempos de resposta imperceptíveis, aparente capacidade infinita de transporte de dados, e precisão maior em localização sensoriamentos;
  • Confiança: comunicações precisam garantir a confidencialidade e integridade dos dados, a privacidade, resiliência da rede e segurança.

A Nokia já integrava outras iniciativas de criação da 6G na Europa, como os projetos 6Genesis, financiado pela Academia da Finlândia e coordenado pela Universidade de Oulu, e também o projeto Horizon Europe Smart Networks and Services, que pretende garantir a liderança do bloco no desenvolvimento e adoção da futura tecnologia.

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