EUA se oferecem para contribuir com segurança das redes 5G do Brasil


5G, pessoas. Crédito: Freepik.
Crédito: Freepik.

Esteve no país nesta semana o vice-secretário de comércio dos Estados Unidos, Don Graves. O emissário do governo democrata John Biden cumpriu agenda entre 15 e 19 de maio na América do Sul. Ontem, 19, reuniu-se com representantes do ministério das Comunicações brasileiro, e afirmou que os EUA seguem interessados em garantir que as redes 5G do Brasil sejam seguras, protegidas e interoperáveis”.

A afirmação pode ser lida como mais uma defesa de representante dos EUA para o Brasil abandonar tecnologia de empresas classificadas por lá como não confiáveis. Tal lista tem, entre outros, a ZTE e a Huawei, fabricante de equipamentos campeã de instalações no 4G brasileiro. O país defende a adoção massiva do padrão OpenRan, de redes desagregadas, ou de fornecedores como Nokia e Ericsson.

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Graves encontrou-se também com representantes dos Ministérios da Economia, Relações Exteriores, Ciência, Tecnologia e Inovação, e Casa Civil para discutir o Fórum de CEOs Brasil-EUA e as principais prioridades de política da Administração Biden e do Departamento de Comércio.

“Ele expressou interesse em estabelecer uma parceria com o governo do Brasil para identificar as necessidades de infraestrutura digital que poderiam ser atendidas pela Iniciativa de Infraestrutura da Administração Biden”, diz comunicado da embaixada do país no Brasil.

A iniciativa, lançada em 2021, prevê o aporte de US$ 65 bilhões pelo governo dos EUA na melhoria da velocidade e da cobertura dos acessos de banda larga por lá. Outros US$ 50 bilhões serão destinados para o desenvolvimento de soluções de cibersegurança e políticas de combate ao aquecimento global.

Graves se reuniu ainda com o ministro Paulo Alvim, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e o dr. Osvaldo Moraes, diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta Precoce de Desastres Naturais (CEMADEN). No encontro, assinaram um Memorando de Entendimento entre a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) e o CEMADEN sobre cooperação no monitoramento e alerta precoce de secas.

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