EUA realizam novo leilão de espectro a partir de 29 de julho


Desenho que representa um leilão de arte. Um leiloeiro com martelo erguido ao lado de um quadro ouve lances de quatro pessoas do outro lado da sala
Crédito: Freepik

A Federal Communications Commission (FCC), autarquia que nos EUA regula o setor de telecomunicações, inicia seu próximo leilão de espectro em 29 de julho. O certame coloca em oferta licenças de uso da faixa de 2,5 GHz por operadoras móveis, que deverão utilizar a banda para vender mais serviços 5G. O leilão coloca à venda 8 mil licenças espalhadas por áreas remotas e rurais do país, inclusive reservas indígenas.

A presidente da FCC, Jessica Rosenworcel, afirmou em nota que o leilão tem o objetivo de levar o 5G “ao máximo de pessoas possível”. E que, embora a FCC tenha vendido ano passado a frequência de 3,5 GHz, as sobras de 2,5 GHz poderão ser usadas para ampliar a cobertura, inclusive por ter um alcance maior devido às características físicas.

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Como regra, os compradores devem garantir que a cobertura implantada não vai gerar interferência no sinal das áreas onde já existe o 2,5 GHz em uso, de forma semelhante ao que no Brasil é conhecido por uso secundário de espectro. A grande diferença é que o comprador poderá usar o espectro, desde que evite interferências, sem precisar que a incumbente libere. Além disso, caso a incumbente desista de sua licença no futuro, o comprador da licença neste leilão poderá pedir para migrar para a licença liberada.

A expectativa é que haja participação de pequenos provedores regionais. Por isso, a FCC dará descontos no lance vencedor que vier de ISPs. Os descontos variam de 15% a 25%, a depender do tamanho da empresa.

O último leilão da FCC começou em 2021 e foi concluído em janeiro deste ano. Nele, foram vendidas licenças em 3,5 GHz. A arrecadação alcançou US$ 22,5 bilhões. Os licitantes compraram 4.041 das 4.060 licenças disponíveis em 100 MHz de frequência. Antes, em fevereiro de 2021, foram vendidas faixas na banda C, em um certame que bateu recorde de arrecadação e faturou aos cofres do país US$ 81 bilhões.

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