EUA e Europa colocam redes sociais na mira por fake news antidemocráticas


Margrethe Vestager (centro), ao lado de Katherine Tai , Gina M. Raimondo , Franck Riester , Antony J. Blinken , Bruno Le Maire , Valdis Dombrovskis , Jean-Yves Le Drian , Thierry Breton na reunião de hoje, 16 (Divulgação)

Os Estados Unidos (EUA) e países da Europa, através da Comissão Europeia, firmaram acordo com o objetivo de trabalharem em conjunto para reduzir a dependência da capacidade produtiva da Ásia de produtos de tecnologia.

O compromisso, assinado hoje, 16, prevê, também, controle de exportações à Rússia, com o objetivo de minar a capacidade do país, em guerra com a Ucrânia, de produção aeroespacial, de cibervigilância e militar.

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A declaração conjunta foi divulgada como resultado da segunda reunião do Conselho de Comércio e Tecnologia criado por EUA e Europa em 2021 para aprofundar o relacionamento entre as partes e buscar saídas para as crises recentes derivadas da pandemia de covid-19 e, agora, da guerra.

Redes sociais na mira

O conselho concordou em estabelecer uma colaboração na análise de informações que circulam nas redes, a fim de prevenir a manipulação pela Rússia. Deverá ser criado um marco entre ambos para cooperação em todas as situações de crise futuras com relação à verificação de desinformação.

As big techs serão vigiadas de perto por suas práticas e responsabilizadas pela circulação de fake news que firam os direitos humanos, a democracia e direitos das minorias. A ideia é a definição de critérios de governança da informação, do uso de algoritmos e de moderação.

O diálogo também prevê negociações para promover a competição no mercado digital, hoje dominado pelas empresas norte-americanas.

Cadeia de suprimentos

O conselho concordou em fortalecer e diversificar as cadeias de suprimento. Os representantes dos EUA e Europa vão criar um sistema de alerta e monitoração da oferta de semicondutores, capaz de antecipar a escassez de componentes.

Será criada uma força tarefa para definir financiamento conjunto de infraestrutura digital em países fora da Europa e dos EUA.

Também será criada uma Estratégia de Informação de Padronização para promover padrões comuns tecnológicos. Serão abarcados por essa estratégia inteligência artificial, impressão 3D, reciclagem de materiais e internet das coisas.

Europa e EUA também concordaram em negociar um um marco para desenvolvimento e uso da inteligência artificial, inclusive com a definição de prazos e criação de ferramentas capazes de comprovar a confiabilidade e o risco de soluções IA.

Reafirmaram ainda o posicionamento em defesa de uma internet aberta, global, interoperável e segura. E vão trabalhar juntos para rever aspectos de governança tecnológica. Concordaram em coibir financiamento estatal para a aquisição de equipamentos de fornecedores considerados não confiáveis ou de alto risco.

Além disso, vão diversificar a cadeia de suprimentos de produtos baseados em terras raras e promover a diversificação das cadeias de produtos para geração de energia solar.

Vão, ainda, estabelecer cronograma de desenvolvimento das telecomunicações do futuro, para além do 5G e 6G.

Outra reunião do conselho deve acontecer ainda este ano. A data não foi definida.

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