Estudo aponta erros no uso, câmbio e impostos no relatório da UIT.


Já está pronto o primeiro estudo que questiona o relatório da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que colocou os serviços de telefonia celular, fixa e banda larga brasileiros como os mais caros do mundo. Conforme esse levantamento, três fatores estão distorcendo as informações, fazendo com que, na opinião das operadoras, o resultado seja pior do …

Já está pronto o primeiro estudo que questiona o relatório da União Internacional de Telecomunicações (UIT), que colocou os serviços de telefonia celular, fixa e banda larga brasileiros como os mais caros do mundo. Conforme esse levantamento, três fatores estão distorcendo as informações, fazendo com que, na opinião das operadoras, o resultado seja pior do que a situação real.

 O câmbio adotado pela instituição (média de jan/08 a set/08) está sobrevalorizado; os preços estão contaminados pela estrutura tarifária de cada país; e  foram feitas comparações com planos tarifários de diferentes níveis de utilização (franquia, tráfego, etc.).

Ao corrigir esses valores, o estudo mostra que, em uma amostragem de 15 países, na qual a posição brasileira era a última do ranking, a situação muda de figura. No caso da telefonia móvel brasileira, por exemplo, que ficava em último lugar com uma conta mensal em dólar de US$ 37,00 e US$ 7,5 per capta, ao se mudar as taxas de câmbio, isolar os impostos e comparar os mesmos planos, a telefonia móvel brasileira passa a ser mais barata do que a maioria dos países, só ultrapassada pela Índia e China. Enquanto o preço líquido do celular brasileiro é de US$ 5,49 e US$ 1,1 per capta, na Argentina é de US$ 8,87, na Venezuela, US$ 20,77 e na Espanha, US$ 16,87.

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No caso da telefonia fixa, os valores brasileiros também se aproximam da média, com preço líquido de US$ 12,1 contra US$ 10,2 do México, US$ 3,4 da Argentina ou US$ 21,9 da Espanha.

Na banda larga, a posição no ranking também muda. O Brasil sai de um preço bruto de US$ 47,3 para preço líquido de US$ 17,6, em linha com os valores da Austrália Inglaterra ou Itália, e bem mais barato do que os da Argentina (US$ 27,2) ou Venezuela (US$ 26,9).  (Da Redação)

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